Botucatu: Após nova demissão em massa na Caio, Sindicato nega Greve e crê na “retomada da empresa no começo do próximo ano”

Após da divulgação nova demissão em massa que ocorrerá na empresa Caio em Botucatu, com cerca de 300 trabalhadores demitidos nos próximos dias, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Botucatu e Região emitiu um “Comunicado aos Colaboradores da Caio Induscar”.

Nas redes sociais, funcionários que não foram demitidos – ou até o momento não foram comunicados – estariam falando em uma possível greve, contra as demissões.

Porém, no Comunicado do Sindicato, assinado pelo Presidente Cláudio Beiço, a entidade nega greve nesse momento. “Importante deixar claro que recebemos muitas ligações de trabalhadores no sindicato, e também nossos diretores foram procurados por muitas pessoas dentro da empresa Caio, relatando que não participariam de greve alguma, pois querem preservar seus empregos”.

O Sindicato ainda afirma que crê na retomada financeira da empresa Caio, com possibilidade de recontratação dos colaboradores que foram demitidos na demissão em massa.

Leia abaixo a íntegra do comunicado do Sindicato, voltado aos “Colaboradores da Caio Induscar”:

“Apesar do momento ainda muito difícil, acreditamos em uma retomada da empresa no começo do próximo ano, com base nas informações que nos foram passadas pela empresa.

E por acreditar na retomada da empresa e principalmente na possibilidade da recontratação dos colaboradores que infelizmente foram demitidos, o sindicato não vai tomar nenhuma ação que possa prejudicar o retorno desses colaboradores à empresa.

Grande exemplo, é a Embraer, ano passado demitiu centenas de colaboradores, e hoje estes estão sendo recontratados.

Seguimos trabalhando muito e a disposição de todos os metalúrgicos, inclusive semana passada, passamos dois dias dentro da Caio, onde fomos área por área explicar e tirar todas as dúvidas, pois não nos escondemos dos momentos difíceis.

Quem está de fora, é muito fácil ficar criticando sem ter as informações ou ainda qualquer compromisso com a categoria.

Importante deixar claro que recebemos muitas ligações de trabalhadores no sindicato, e também nossos diretores foram procurados por muitas pessoas dentro da empresa Caio, relatando que não participariam de greve alguma, pois querem preservar seus empregos.

É um momento de reflexão, onde é preciso agir com calma.

Convido a todos que possam vir nos ajudar! Venha ao sindicato e nos ajude a trazer a solução.

Grato pela compreensão, Cláudio Beiço”.

Nesta quinta-feira, 07, o Grupo Caio também se pronunciou, através de nota, sobre as demissões:

“Reiteramos que o mercado de ônibus, segmento no qual a fabricante Caio está inserida, foi um dos mais prejudicados pela pandemia. Mesmo diante desse cenário, a Caio sempre se preocupou com seus colaboradores e familiares, propondo Acordos e medidas (como suspensão temporária de contratos, férias, banco de horas), para que as perdas fossem as menores possíveis para todas as partes.

A empresa está priorizando a manutenção dos empregos já há quase seis anos, numa situação de vendas aquém do potencial produtivo e do número de colaboradores que possui em seu quadro.

O último Acordo proposto, de implementação de lay-off, foi votado por meio de Assembleia nessa semana, como mais uma medida utilizada pela empresa para mitigar os efeitos da crise. Uma alternativa temporária que, em grande parte dos casos, não haveria defasagem no valor da remuneração mensal dos colaboradores.

Com a negativa do aceite do Acordo e o esgotamento de todas as possibilidades, a Caio realizará desligamentos nos próximos dias, necessários para equalizar a atual capacidade produtiva às vendas.

Mantemos, como sempre, o compromisso de informar os colaboradores da Caio, a comunidade e a imprensa com respeito e transparência. Todas as informações sempre são divulgadas por meio de nossos canais oficiais.

Assessoria de Imprensa Grupo Caio”

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