TikTok: Saiba mais sobre esse aplicativo que estourou em 2020

Lançado em 2014 com outro nome, o TikTok se tornou uma verdadeira febre, principalmente entre a geração Z a partir do ano passado. A postagem de fotos e vídeos pelo celular dentro da rede social foi além do simples entretenimento, e em 2020 ele conseguiu desbancar o Facebook como o app mais usado.

Muita gente ainda vê o TikTok como uma versão ”mais simples” do Instagram, mas a verdade é que ele possui características bem particulares. A seguir, você vai conhecer um pouco mais sobre essa rede social e porquê ela se tornou tão popular não só entre a galera mais jovem. Confira!

TikTok: brincando com o tempo

O nome da rede social remete ao barulho do relógio, e isso faz muito sentido. O principal objetivo do TikTok é que os usuários postem vídeos, entre 15 e 60 segundos, sobre o que bem entenderem. Algo similar aconteceu anos atrás, com o Vine.

A diferença aqui é que o app oferece inúmeros recursos de edição, deixando tudo mais divertido e permitindo que os usuários usem a criatividade no nível máximo. Como toda rede social, os perfis podem interagir com comentários, seguindo uns aos outros e compartilhar os conteúdos em outros lugares.

Por que tanto sucesso?

Uma das grandes diferenças do TikTok com o Instagram, por exemplo, é a espontaneidade com que os conteúdos são criados e a facilidade de se tornarem virais. Caso você não saiba, um post “viralizado” é aquele que alcança um número gigantesco de pessoas, literalmente da noite para o dia.

Entre os conteúdos favoritos dos ‘tiktokers’ estão as dublagens, desafios de diferentes tipos, imitações e até mesmo desabafos irônicos e engraçados sobre situações da vida real.

Um bom exemplo disso é a — agora influencer digital – Brittany Broski. Ela ficou famosa como ‘kombucha girl’ através de um vídeo curto, postado no TikTok, em que experimentava a bebida kombucha pela primeira vez. Suas reações no vídeo se tornaram um dos memes mais usados de 2020.

Quando falamos em viralização, os números surpreendem: alguns dos vídeos mais famosos da rede ultrapassaram 10 milhões de visualizações. Isso se considerarmos somente os vídeos originais, pois os usuários acabam fazendo adaptações e adicionando seu toque pessoal no conteúdo.

Influencers e monetização do conteúdo

Assim como acontece no Instagram e YouTube, os conteúdos gerados por usuários com um determinado número de seguidores podem ser monetizados. Os perfis com esse recurso acumulam criptomoedas, que podem ser trocadas posteriormente por dinheiro de verdade.

Vale ressaltar que os donos dos perfis ficam com apenas 50% do valor arrecadado, pois o restante vai para as lojas de aplicativos, como a Google Play. Isso se tornou uma oportunidade para quem já tinha perfis ativos e com grande número de seguidores em outras redes, mas gerou questionamento quanto à espontaneidade dos conteúdos postados.

TikTok e a geração Z

Com a proposta de criar conteúdos divertidos e facilmente compartilháveis, o aplicativo chamou e muito a atenção dos mais jovens. A maior parte dos usuários cadastrados no TikTok tem menos de 30 anos, inclusive isso gerou preocupação com a segurança dos menores de idade.

Lá fora, uma versão especial para menores de 12 anos foi lançada e permite que os pequenos façam vídeos, mas sem poder publicá-los abertamente no aplicativo.

E como não poderia ser diferente, o TikTok refletiu no mundo real a atitude dessa nova geração. Um exemplo aconteceu durante um dos eventos da candidatura de Donald Trump à presidência dos EUA.

Usuários da rede se uniram em massa para solicitar ingressos para o evento, que acabou vazio. Embora possa ser vista como uma brincadeira, a ação teve uma mensagem clara da juventude ao cenário político mundial.

Concorrência de olho

Percebendo o sucesso do TikTok e a real possibilidade de perderem usuários para a rede social, aplicativos como Instagram rapidamente adaptaram suas funções para competirem com o app.

O que chama a atenção no TikTok é exatamente a facilidade de postar conteúdos divertidos de forma simples, rápida e viral. Se antes era interessante ter uma rede de seguidores ‘conhecidos’, agora o que vale é alcançar o maior número possível de pessoas aleatórias para compartilhar ideias, brincadeiras e até mesmo mensagens muito sérias sobre o futuro do planeta.

Conteúdo Produzido para o Jornal Leia Notícias

 

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