Seu pet precisa de cuidados especiais no verão

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AMY é uma cadelinha bastante serelepe de cinco meses. Durante uma tarde de muitas estripulias, sua tutora, a educadora física MÁRCIA PROVETTI, reparou que a yorkshire estava se coçando muito. Ao acariciar o corpo da pet, ela achou o que temia: um carrapato. Em uma estação com temperaturas quentes como o verão, segundo a médica veterinária MARCIA RIZZI, da Clínica SOS Veterinária, a incidência de pulgas e carrapatos AUMENTA. “No calor, estes insetos se reproduzem com mais facilidade”.

Márcia, que levou Amy ao veterinário logo após a descoberta, conta que foi preciso tosar a cadelinha e que, agora, ela está tomando outra medicação. “Vou dedetizar o meu apartamento até porque eu tenho outra cachorra, a LUNA, uma poodle de cinco anos”.

Pulgas e carrapatos, contudo, não são os únicos problemas que os cachorros enfrentam no verão. Além da proliferação destes insetos, os peludos ficam mais suscetíveis a outras doenças e consequências. Veja como cuidar do seu melhor amigo na estação mais quente do ano.

PULGAS E CARRAPATOS

Com a facilidade de reprodução destes insetos, é preciso ficar bastante atenta aos prazos das medicações específicas. Se assim como Márcia Provetti, você observar seu cachorro se coçando muito, analise e procure o veterinário. “O animal se coça e você pode começar a ver as pulgas andando”, afirma a veterinária Rizzi.

Caso não forem tratadas, as pulgas podem causar DERMATITE ALÉRGICA. “Por causa da coceira, eles perdem o pelo na região da cauda e final das costas”. De acordo com a profissional, o tratamento pode ser realizado com aqueles remédios que são pingados na nuca do animal e, também, por via oral. A aplicação do remédio pode ser feita mensalmente.

Estes insetos, além de trazerem desconforto e preocupações, podem transmitir outras doenças, como a de Lyme, a erliquiose e a babesiose. Rizzi reforça que todos os cachorros que passeiam nas ruas, frequentam parques, vão para banho e tosa e têm contato com outros animais estão suscetíveis às infestações de pulgas e carrapatos.

NAS CIDADES LITORÂNEAS

Nesta época, muitas famílias têm o costume de ir para cidades praianas. Lá, entretanto, os animais correm o risco de contraírem o VERME DO CORAÇÃO, que é transmitido pelo pernilongo. “O verme se aloja dentro do coração e diminui a função cardíaca, pois ele ocupa o lugar do sangue nos espaços das câmaras. É uma doença bastante grave que, dependendo do caso, se estiver no início, tem tratamento”, explica a veterinária.

Para prevenir que seu peludo se contamine, procure o veterinário responsável, que receitará uma medicação para ser dada 24 horas antes da viagem.

JÁ NO INTERIOR…

Algumas cidades do interior de São Paulo, como Bauru, Araçatuba, Jaboticabal, por exemplo, apresentam muitos casos de LEISHMANIOSE, transmitida pelo mosquito palha. Como a doença pode ser transmitida também para os seres humanos, no Brasil, não existe autorização para o seu tratamento. “Isso está em estudo em alguns estados. Mas, se tem o diagnóstico, é preciso fazer uma notificação para a vigilância sanitária, e o animal sacrificado”.

Por isso, caso você for levar o seu animal para algum lugar diferente, pesquise sobre a incidência da doença. “Se a região endêmica, o cachorro precisa tomar uma vacina quatro meses antes”.

Foto: alexsokolov/iStock

MANTENHA O ANIMAL SECO E VACINADO

De certa forma, o calor está associado com umidade, pelos possíveis banhos de chuva e brincadeiras no quintal. Não secar devidamente o seu cãozinho aumenta a probabilidade de ele desenvolver uma DERMATITE e PROBLEMAS FÚNGICOS. “Sempre que ele sair para brincar e passear, tem que ser bem seco depois. Limpe bem as patas e seque com o secador”.

Em cachorros muito peludos e ou com a orelha caída, a atenção deve ser maior, pois os casos de otite também aumentam com o calor.

Estar com a vacinação em dia vai protegê-los também das famosas VIROSES DE VERÃO.

SOMBRA E ÁGUA FRESCA

A vasilha com água deve ser sempre reabastecida, pois os cães, assim como os humanos, tendem a se hidratar mais nesta época. “Mantenha SEMPRE FRESCA. E ela deve ser filtrada ou fervida. O animal vai urinar mais, e o xixi fica mais claro”, orienta Rizzi.

OS PASSEIOS

Aquela volta no quarteirão deve acontecer cedinho, antes das sete horas da manhã, ou de noite. “É quando o asfalto fica mais fresco”. A veterinária conta que é bem comum aparecerem cães com as patinhas queimadas.“Normalmente, são queimaduras de até segundo grau, que demoram entre uma semana e 20 dias para serem tratadas”.

Fique atenta aos sapatinhos para cachorros que existem com a finalidade de evitar que isso aconteça. “Teoricamente, eles deveriam ser mais isolantes. Mas são feitos como enfeites, não tem proteção e vai queimar do mesmo jeito”, alerta.

Foto: fotoedu/iStock

Rizzi comenta que os cães sentem muito calor. “Você precisa oferecer para o animal o maior conforto, seja com ventilador ou ar-condicionado. Se você não tem isso, sua opção pode ser a tosa”.

Diferentemente dos humanos, os cães não precisam ter a quantidade de banho aumentada por conta do calor. “Isso diminui a resistência natural, aumentando o risco de doenças de pele”.

Fonte: Daquidali

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