Rogério Ceni ataca de meia, cantor e campeões de 2005 vencem jogo do adeus

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Após roubar a cena no São Paulo por mais de duas décadas, o goleiro Rogério Ceni já sabia o que fazer na noite em que a cena era toda dele. Em duelo comemorativo pela sua despedida dos gramados, que reuniu os campeões mundiais de 2005 encarando os bicampeões de 92/93, a equipe do capitão se aproveitou da diferença de idade e conseguiu uma vitória por 5 a 3, com direito, é claro, ao último gol dele no Morumbi, selando o triunfo dos mais novos.

O preparo físico dos campeões há apenas uma década foi claramente o grande diferencial a partir do momento em que a bola rolou. Com Edcarlos, Lugano, Josué e Thiago Ribeiro como titulares, todos ainda atuando em clubes de primeira divisão, os comandados de Paulo Autuori abriram dois gols de vantagem em menos de cinco minutos, com a dupla de ataque Amoroso e Aloísio concluindo boas trocas de passe do ataque.

Já apresentando algumas barriguinhas e certa dificuldade nos movimentos, os bicampeões contaram com uma válvula de escape que parece infindável: Cafu. Mesmo aos 45 anos, o ex-lateral foi bem como segundo atacante e se mostrou a fim de jogo, tanto que conseguiu diminuir em um dos primeiros ataques do 92/93.

A cada vez que o time de 2005 pegava na bola, no entanto, aconteciam jogadas perigosas. Os mais velhos ainda tinham a desvantagem de ver a torcida mais vibrante para o outro lado, pelo simples fato de Ceni estar no adversário. Aos 30 minutos, quando o capitão resolveu ir para a linha, então, a massa virou toda pró 2005.

Com passes rápidos, o camisa 01 não destoou e participou dos gols de Josué e Thiago Ribeiro, ensaiando uma goleada dos novatos. Ainda antes do intervalo, no entanto, Zetti recebeu um consolo pelos quatro gols tomados: pênalti sofrido pela sua equipe e ele, atendendo aos pedidos das arquibancadas, bateu forte, no ângulo, sem chances para Bosco.

O 4 a 2 deu uma esfriada nas atenções para o duelo, que perdeu para a performance como cantor de Rogério Ceni no intervalo. A convite do grupo Ira, que tocou quatro músicas pedidas previamente pelo homenageado, ele soltou a voz para ajudar a entoar o hit “Envelheço na cidade”, acompanhado timidamente pelos ouvidos e atentamente pelos celulares dos aficionados, que fizeram piscar milhares de luzes de celular nas cadeiras.

Na etapa final, a festa continuou com Cafu tentando diminuir o vexame e conseguindo. Em escapada pela esquerda, ele bateu com a perna ruim e diminuiu para 4 a 3. Faltava, no entanto, o gol do ídolo-mor, feito tão comum em sua carreira, que teimava em não sair na sua festa. Com ajuda do árbitro Benito Archúndia, juiz da vitória sobre o Liverpool, em 2005, ele conseguiu a situação ideal: pênalti, em lance que nada houve. Com categoria, bateu rasteiro no canto de Marcos e pôs números finais ao jogo e à festa da galera.

Fonte: Yahoo!

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