Polícia Civil de Botucatu implanta nova delegacia de conciliações buscando desafogar distritos

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Delegado Julião é o titular da nova delegacia que vai cuidar de crimes de menor potencial. (Foto: Agência14News).

Uma central de conciliação da Polícia Civil vai ajudar a acelerar casos de menor potencial criminal, promovendo acordo entre as vítimas e assim acelerar o trabalho das delegacias.

Trata-se do Necrim, Núcleo Especial Criminal que funcionará nos mesmos moldes do Jecrim – Juizado Especial Criminal, onde busca-se também o entendimento entre as partes em casos de menor complexidade.

O serviço começou a funcionar na mesma sede do Plantão Policial, durante o dia, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no Bairro Alto.

É uma nova delegacia. Estamos recebendo casos que registrados no Plantão Policial e nos distritos, ou seja, atendendo os crimes de menor potencial ofensivo. O objetivo do Necrim é tentar uma conciliação entre as partes para que elas saiam satisfeitas com o resultado, através de audiências realizadas aqui o Plantão, (Carlos Improta Julião Filho, delegado titular da unidade)

A ideia é desafogar as delegacias

É um serviço que eu considero extremamente importante porque vai ajudar a desafogar um pouco todos os distritos policiais para que eles possam se dedicar exclusivamente às investigações de outros crimes de maior gravidade”, explica. “Isso também vai ajudar o poder Judiciário.

Em Botucatu inicialmente estão sendo atendidos casos de acidentes de trânsito com vítima e posteriormente serão considerados outros tipos de delitos. No serviço da delegacia estará o delegado, além do policial Paulo Ferreira, a investigadora de polícia Célia, e um estagiário cedido pela Fundap – Fundação do Desenvolvimento Administrativo.

O Necrim é um órgão vinculado à Polícia Civil destinado à solução de conflitos nas infrações de menor potencial ofensivo (com pena de até dois anos) como perturbação de sossego, ameaça, lesões leves e acidente de trânsito. Dessa forma, atua com agilidade nos atendimentos em defesa dos direitos dos cidadãos e na preservação da paz social e, consequentemente, desafoga o judiciário com os serviços implantados no interior do Estado.

O idealizador do Necrim foi o delegado e professor da Academia de Polícia (Acadepol) Clóves Rodrigues da Costa. Ele praticou a primeira experiência de conciliação na unidade policial da cidade de Ribeirão Corrente, na região de Ribeirão Preto, em meados do ano de 2003 e a partir de 2009 ganhou força, sobretudo na região de Bauru (SP) – Deinter 4, por conta do trabalho do delegado de polícia Licurgo Nunes Costa, na época diretor, que acreditou na proposta, criou a nomenclatura de Necrim e inaugurou diversas unidades também na região de Bauru.

O jurista Luiz Flávio Gomes apoiou a iniciativa: “O Necrim só traz benefícios, melhora o congestionamento do Judiciário, resolve rapidamente conflitos, atende os interesses das vítimas, incrementa a forma resolutiva dos conflitos e é uma alternativa ao velho e clássico Direito Penal. Vale a pena investir nesses núcleos, inclusive eu acho que deveria ser aprovada uma lei federal introduzindo as experiências de São Paulo com os Necrins em todo país”, afirmou.

Julião agradeceu a confiança depositada em sua pessoa pelo Diretor do Deinter 7 e pelo delegado Seccional que lhe colocaram essa missão.

Fonte: Agência 14 News

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