Morre Flávio Basso, o Júpiter Maçã, aos 47 anos

Júpiter Maçã (à frente) no Palco Sunset do Rock in Rio 2012, ao lado de Fernando Catatau  (Foto: Divulgação)

O músico gaúcho Flávio Basso, mais conhecido pela alcunha de Júpiter Maçã, morreu nesta segunda-feira, aos 47 anos, em Porto Alegre. Segundo amigos, ele teria sofrido uma queda em casa. Ex-integrante de bandas como TNT e Cascavelletes, Basso compôs clássicos do rock’n’roll gaudério como “Um lugar do caralho” e “Eu e minha ex”.

Basso lançou-se na música em 1985, com o TNT. Em 30 anos de carreira, transitou do pop ao rock, bebendo nas fontes da psicodelia, do tropicalismo e até da bossa nova. Ele, que se transmutava em Jupiter Apple quando cantava em inglês, era muito influente na cena underground brasileira, elogiado por nomes como Stereolab, Caetano Veloso e Tatá Aeroplano.

Seu primeiro disco solo, “A sétima efervescência”, de 1997, foi considerado pela “Rolling Stone” um dos cem discos brasileiros mais importantes da História. A revista voltaria a eleger uma música de Basso, “Modern kid”, uma das melhores do ano de 2009. Por “Plastic soda”, um álbum gravado em inglês, foi considerado o melhor compositor do ano de 1999 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

O músico passou mais de dois anos afastados dos holofotes após cair da janela do segundo andar do prédio onde morava, em Porto Alegre, em 2012. Em 2014, lançou o DVD “Six colours frenesi”, gravado ao vivo no Opinião, importante casa de shows da capital gaúcha. Este foi seu último trabalho.

Fonte: G1

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