Mais duas idosas de abrigo em Sarutaiá que teve surto de Covid com 8 mortes são internadas

Mais duas idosas que moram no asilo onde foi registrado um surto de Covid-19 em Sarutaiá (SP) foram internadas com a doença. Segundo o Departamento de Saúde do município, a unidade teve oito mortes pela doença e mais de 40 casos positivos entre os internos.

Conforme a prefeitura, as idosas de 71 e 88 anos foram internadas na noite desta quinta-feira (24) no Hospital de Piraju. A unidade informou que o abrigo não autorizou a divulgação do estado de saúde das pacientes.

A prefeitura de Sarutaiá informou que apenas as duas idosas do abrigo hospitalizadas nesta quinta-feira (24) seguem internadas com Covid-19. Os outros 41 moradores que testaram positivo para a doença cumprem isolamento social dentro da instituição.

Nesta semana, o Ministério Público informou que a direção da Unidade do Reviver encaminhou um e-mail à Promotoria de Justiça de Piraju solicitando a transferência dos idosos para uma unidade recém-inaugurada da instituição, na cidade de São Paulo.

No entanto, a transferência ainda não tinha sido realizada até o último dia 21, pois o MP aguardava que a unidade encaminhasse a lista dos idosos que seriam realocados.

A Promotoria disse ainda que acompanha o caso e que “todas as medidas necessárias para isolamento e contenção das transmissões foram e estão sendo tomadas para evitar novas contaminações.”

Surto de Covid

O surto de coronavírus na Unidade do Reviver em Sarutaiá foi divulgado no dia 18 de junho pelo Departamento de Saúde da cidade. Segundo a prefeitura, o abrigo contava com 58 internos, mas oito morreram por complicações da Covid-19.

Na época, o município informou que havia 43 idosos diagnosticados com coronavírus, além de oito funcionários. Apenas sete idosos do abrigo testaram negativo para a doença.

De acordo com o Departamento da Saúde, todos os idosos e funcionários receberam, entre fevereiro e maio, as duas doses da vacina contra o coronavírus, sendo que alguns tomaram CoronaVac e outros, AstraZeneca.

Prefeitura de Sarutaiá disse que fez fiscalização em abrigo de idosos com surto de Covid — Foto: Minuto do Amorim/Divulgação
Prefeitura de Sarutaiá disse que fez fiscalização em abrigo de idosos com surto de Covid (Foto: Minuto do Amorim/Divulgação)

Desde o início dos primeiros casos positivos, a Vigilância Sanitária informou que realizou visitas na Unidade do Reviver e prestou orientações à direção, inclusive quanto ao isolamento dos casos positivos.

Na semana passada, a Vigilância Sanitária de Botucatu, Avaré e Sarutaiá fiscalizaram o abrigo e não foram constatadas irregularidades no local.

Ainda conforme o município, não há como precisar como surgiu a contaminação, pois além dos funcionários que trabalham no local, há também idosos que viajavam para atendimento em outras cidades.

Posicionamentos

Em nota, a prefeitura de Sarutaiá informou que “está oferecendo todo suporte da saúde para a unidade e realizando todo monitoramento para evitar o aumento de casos”.

Já o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Botucatu, responsável pela cidade de Sarutaiá, disse que foi notificado sobre o surto e está à disposição do município para eventuais orientações.

Anvisa informou que não pode se manifestar sobre o caso da reportagem por não ter acesso aos dados. No entanto, reforçou que para os “óbitos supostamente ocorridos em pessoas vacinadas, é necessária uma investigação específica sobre as relações causais entre o óbito e outros fatores internos ou mesmo relativos a cada indivíduo”.

Disse ainda que a eficácia da vacina atinge seu efeito máximo cerca de 14 dias após a segunda dose, “sendo imprescindível manter as medidas não farmacológicas após a vacinação”. Segundo o órgão, nenhuma vacina é 100% eficaz.

A Anvisa também informou que “a vacinação é uma medida de controle coletivo e apenas a imunização de um grande número de pessoas é capaz de minimizar os riscos de transmissão e disseminação da doença”.

Já o Instituto Butantan disse que “é prematura e temerária qualquer afirmação sobre hospitalizações ou óbito pela Covid-19 de pessoas vacinadas contra a doença, uma vez que cada caso, individualmente, deve passar obrigatoriamente pelo processo de investigação, que não considera apenas a imunização de forma isolada, e sim o conjunto de aspectos clínicos, como comorbidades e outros fatores não relacionados à vacinação”.

A reportagem também tentaram entrar em contato com a Fundação Reviver, responsável pelo abrigo em Sarutaiá, mas não obtiveram retorno até a publicação da reportagem.

Fonte: G1 – Foto: Minuto do Amorim/Divulgação

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