Moscou vive a onda de calor mais forte dos últimos 120 anos

Enquanto as tempestades atingem alguns países no oeste da Europa, no leste, a Rússia enfrenta temperaturas elevadas, com índices que não eram alcançados, em um mês de junho, desde 1901. Segundo a agência Rosguidromet, no início da semana, os termômetros chegaram a 34,7°C. E, desde então, os índices não diminuíram.

As temperaturas noturnas também são surpreendentes. Em algumas regiões, os termômetros não desceram abaixo de 22,5°C durante a noite.

Geralmente os verões são quentes em Moscou. Mas os moradores da capital russa não estão acostumados com temperaturas tão altas.

“Se eu pudesse, ficaria o dia inteiro embaixo do chuveiro”, confessa Nadejda, que se esconde do calor na sombra de uma praça, ao lado de uma fonte. “Minha neta não para de me dizer que tenho que me hidratar muito”, conta a moradora, coberta com um grande chapéu branco e agarrada a uma garrafa d’água.

Rússia na linha de frente do aquecimento global

“Essa mudança climática é preocupante. Se estudarmos a questão, nos damos conta que a calota polar está derretendo. Isso vai ter muito impacto”, alerta Anja, estudante de arquitetura questionada nas ruas da capital.

A Rússia já sofreu uma onda de calor em maio passado. Entre os dias 18 e 20, os termômetro ficaram na casa dos 30°C, inclusive na capital.

O país está na linha de frente do aquecimento global. A Sibéria e a região do Ártico registraram altas de temperatura inéditas nos últimos anos.

Em Moscou, as autoridades afirmam lutar contra o fenômeno. Mas, por enquanto, nenhuma medida concreta foi tomada para reduzir as emissões e gases poluentes.

Fonte: Yahoo!

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