Jovens passam por exame de corpo de delito após confronto com PMs em Botucatu

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Confronto aconteceu em frente a república (Foto: Reprodução / TV TEM)

Três jovens registraram boletim de ocorrência por abuso de autoridade e passaram por exame de corpo de delito nesta segunda-feira (5) após ficarem feridos em uma festa universitária que terminou em confronto entre estudantes e policiais militares na noite de quinta-feira (1º), em Botucatu, segundo a Delegacia de Defesa da Mulher.

Um estudante de biologia de 21 anos, que prefere não se identificar, diz que ficou do lado de fora da festa que aconteceu em uma república de estudantes da Unesp e não presenciou violência contra a equipe. “Eu não presenciei nenhuma violência contra os policiais. Eles não foram atacados. Os policiais chegaram separando uma briga e de repente chegou outra viatura que já chegou sem conversar e tacando gás de pimenta dentro da festa”, conta.

Segundo a polícia, ninguém se feriu apesar do tumulto. Mas o estudante e outras duas jovens disseram que ficaram feridos com estilhaços de bombas. “Eu estava indo embora e vi que chegaram atirando bala de borracha. Não foi efeito moderado. Estávamos indo embora e fomos atingidos. Olhei para o chão e a bomba estourou. Meus olhos ficaram embaçados, fiquei sem enxergar, não tinha noção do que tinha acontecido”, lembra.

A equipe da Delegacia de Defesa da Mulher aguarda o laudo do exame do corpo de delito e vai ouvir os policiais envolvidos no caso para a investigação. A Polícia Militar aguarda a comunicação oficial para também investigar a denúncia, segundo o capitão da Polícia Militar Alexandre Cagliari.

 Entenda o caso

Uma festa universitária terminou em confronto entre estudantes e policiais militares na noite de quinta-feira (1º), em Botucatu. O confronto aconteceu na rua em frente à república onde moram estudantes da Unesp.

A polícia foi chamada por conta de uma briga e, quando as equipes chegaram ao local, foram recebidas com pedradas e garrafadas, informou a polícia, que respondeu com bombas de efeito moral e tiros com balas de borracha. A equipe da Guarda Municipal já estava no local e também foi hospitalizada, segundo a Polícia Militar.

“Tivemos que agir de maneira moderada, mas dentro dos limites legais para conter o tumulto que foi causado durante a festa. Foi uma festa de estudantes e teve essa briga generalizada, além da interdição da via. Fomos chamados até o local e conseguimos de maneira legal, solucionar o caso, sem maiores feridos”, disse o capitão da Polícia Militar, Alexandre Cagliari.

Ainda de acordo com o capitão, os responsáveis pela república procuraram a polícia na manhã desta sexta-feira (2), preocupados com a repercussão do caso. “Nós não costumamos ter problemas envolvendo estudantes na nossa cidade. É uma cidade universitária, onde nós temos um bom relacionamento entre polícia e estudantes. Esses casos são pontuais e isolados. Eu creio que não deva acontecer mais em nossa cidade”, acredita Cagliari.

Jovem diz que foi atingida por estilhaço de bomba (Foto: Reprodução / TV TEM)
Jovem diz que foi atingida por estilhaço de bomba (Foto: Reprodução / TV TEM)

Fim da festa
Uma jovem que ficou ferida na festa e prefere não se identificar conta que quando a polícia chegou, a festa terminou e as pessoas tiveram que sair da república.  “A polícia chegou e começou a pedir para gente sair. O portão estava aberto, até então sem violência, só falando alto. Mas quando eu já estava na rua de trás da festa, falaram para correr. Eu voltei para ver e tinha um menino apanhando de cassetete e gente que tinha levado bala de borracha. Só ouvi: ‘Corre que está vindo bomba’. Quando eu vi, já tinha estourado a bomba atrás de mim e pegou na minha perna.”

Outra estudante que estava na festa, que também preferiu não se identificar, diz que vários amigos dela ficaram feridos com balas de borracha e que não viu as pessoas jogando pedras ou garrafas nos policiais. “As pessoas não estavam reagindo quando eles mandaram a gente sair, e quando estávamos correndo eles correram atrás com armas e cassetetes e chutando garrafas de vidro.”

A equipe da TV TEM tentou contato com os moradores da república, mas um deles disse que não podia falar sobre o ocorrido e que os outros colegas estavam em aula.

Fonte: TV Tem

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