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Comunicado de recessão escolar e relatos de transferências em massa aumentam preocupação entre pais de estudantes da instituição
A crise envolvendo o Cepra, em Botucatu, ganhou novos desdobramentos após pais relatarem retirada de alunos da escola diante das incertezas sobre o funcionamento da unidade e da falta de professores registrada nos últimos dias.
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Em comunicado encaminhado às famílias na noite da sexta-feira (15), a gestão institucional informou que a escola entrará em recesso escolar antecipado a partir da próxima segunda-feira (18), devido à necessidade de “reformulação do quadro de professores”. Segundo o texto, a instituição solicitou autorização junto à Unidade Regional de Ensino para alteração do calendário escolar.
A reunião que havia sido comunicada anteriormente aos pais e responsáveis para discutir a situação da escola também sofreu alteração. Segundo relatos encaminhados ao Leia Notícias, o encontro, que estava previsto para ocorrer neste sábado, foi adiado pela instituição para a próxima terça-feira.
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A escola afirmou ainda que os 200 dias letivos serão cumpridos normalmente e que eventuais reposições poderão ocorrer durante o mês de julho.
Após a divulgação da situação, pais passaram a procurar outras instituições de ensino para transferir os filhos. Segundo relatos encaminhados ao Leia Notícias, algumas salas já registraram saída em massa de estudantes.
“Da sala do meu filho saíram todos os 14 alunos”, relatou uma mãe à reportagem.
Outro relato aponta que famílias enfrentam dificuldades financeiras diante da necessidade repentina de mudança de escola.
“É muito injusto. Compramos uniforme, material, pagamos tudo certinho e agora temos que correr atrás de outra escola de repente”, afirmou uma mãe.
Pais também relatam preocupação com mensalidades, transporte escolar e custos adicionais gerados pela transferência emergencial dos estudantes.
“Vou ter que pagar multa de contrato da van, comprar tudo de novo e reorganizar transporte”, contou outra responsável.
Segundo os relatos recebidos pela reportagem, parte das famílias afirma que somente tomou conhecimento da gravidade da situação após as denúncias envolvendo falta de professores, atrasos salariais e pedidos de desligamento de profissionais.
Uma mãe relatou que a filha permaneceu em sala praticamente sem atividades na sexta-feira.
“Minha filha estava sem professora. Disseram que as tias estavam cuidando das crianças e havia apenas quatro alunos na sala”, afirmou.
O Leia Notícias também recebeu relatos de pais que buscam auxílio para conseguir bolsas ou vagas em outras escolas da cidade diante da mudança inesperada.
Em nota anterior encaminhada ao portal, a gestão institucional do Cepra informou que os esclarecimentos oficiais deveriam ocorrer apenas mediante reuniões presenciais previamente agendada. A instituição afirmou ainda que permanece aberta ao diálogo e que necessita de prazo para organização documental e alinhamento interno.
O Leia Notícias reforça que a reportagem possui caráter de interesse público diante do impacto direto na rotina de alunos, famílias e profissionais ligados à instituição. O espaço segue aberto para novos esclarecimentos e manifestações da escola.
Imagem Ilustrativa