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Reunião marcada para esta sexta-feira deve reunir pais, professores e responsáveis diante da grave situação enfrentada pela instituição de ensino
Pais de alunos da escola Cepra, em Botucatu, denunciaram uma série de problemas enfrentados pela instituição nos últimos meses, incluindo falta de professores, atrasos salariais, pedidos de demissão em massa e dificuldades na manutenção das atividades escolares.
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De acordo com relatos encaminhados ao Leia Notícias por familiares de estudantes, a situação atinge turmas do maternal até a 4ª série do ensino fundamental. Segundo os pais, diversos profissionais deixaram a escola recentemente, entre eles professores, inspetores de alunos, porteiro e até integrantes da coordenação pedagógica.
Ainda conforme os relatos, alunos teriam permanecido sem professores em determinados períodos. Em um dos casos narrados pelos pais, uma mãe teria se voluntariado para permanecer em sala de aula acompanhando crianças durante o período da tarde devido à ausência de profissionais disponíveis.
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Os responsáveis afirmam ainda que funcionários da escola estariam enfrentando atrasos frequentes de salários, férias e 13º salário. Segundo os relatos recebidos pela reportagem, alguns pagamentos estariam sendo realizados de forma parcelada e haveria casos de atrasos acumulados há vários meses.
Pais também relataram insatisfação com a condução da mantenedora da instituição diante da crise e afirmam que pretendem formalizar denúncias junto ao Ministério da Educação (MEC). Uma reunião entre pais, professores e representantes ligados à escola está prevista para o sábado (16), às 11h, para discutir a situação.
Segundo os relatos, a direção da escola teria informado que um Boletim de Ocorrência foi registrado relacionado aos acontecimentos internos envolvendo o desligamento coletivo de profissionais.
De acordo com as leis brasileiras, situações envolvendo ausência de professores, eventual falta de supervisão adequada de alunos e atrasos trabalhistas podem motivar apurações por órgãos competentes, como Diretoria de Ensino, Conselho Tutelar, Ministério Público e Ministério do Trabalho, dependendo das circunstâncias constatadas oficialmente.
Procurada pela reportagem, a gestão institucional do Cepra informou, por meio de nota assinada pelo professor Ricardo, representante da mantenedora, que os esclarecimentos sobre os apontamentos feitos por pais e funcionários deverão ser apresentados em reunião presencial.
Segundo a instituição, o encontro é necessário para que “os fatos, alegações e medidas adotadas pela instituição” possam ser devidamente expostos.
A mantenedora também afirmou que necessita de prazo para organização interna, levantamento documental e alinhamento institucional antes de se manifestar de forma mais ampla sobre o caso.
Por fim, a escola declarou que permanece à disposição para um “diálogo responsável, transparente e pautado na legalidade”.