Covid: Estado de SP não tem registros de casos da nova variante Ômicron

A Secretaria da Saúde confirmou neste sábado (27) que não há registro de casos da nova variante da Covid, ômicron no estado de São Paulo até o momento.

A B.1.1.529, agora chamada de variante ômicron, preocupa pois tem 50 mutações — algo nunca visto antes —, sendo mais de 30 na proteína S (spike) – a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19. A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de São Paulo (CIEVS) diz que acompanha e auxilia nas investigações de todas as variantes que causam preocupação, tais como Delta, Alpha, Beta, Gamma e a ômicron.

O Brasil vai fechar as fronteiras aéreas para passageiros vindos de seis países do Sul da África a partir da próxima segunda-feira (29),

Para evitar o contágio, é recomendável usar máscara, higienizar as mãos (com água e sabão ou álcool em gel), além da vacinação contra Covid-19.

Cerca de 4,1 milhões de pessoas estão com o ciclo vacinal incompleto e ainda precisam tomar a segunda dose para estarem protegidas.

Cidade de SP

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (26) um novo monitoramento das cepas do coronavírus em circulação na capital paulista em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP). Antes, o sistema de monitoramento de variantes da Covid-19 era conduzido majoritariamente pelo Instituto Butantan.

O novo acompanhamento, que deve ter início na semana que vem, é uma estratégia epidemiológica diante da descoberta da variante ômicron, detectada na África do Sul e que já chegou a Israel, Bélgica e Hong Kong. Ainda não se sabe se ela é mais transmissível ou mais letal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da variante.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, qualquer outra medida de resposta à possível chegada da nova variante ao Brasil não pode ser tomada ainda por conta da escassez de informações sobre ela. Os técnicos da secretaria devem ter uma nova reunião na segunda-feira (29) para decidir quais medidas devem ser adotadas no âmbito da Vigilância Epidemiológica municipal.

“Nosso pessoal já conversou hoje com o Instituto de Medicina Tropical, vamos enviar as amostras a partir da semana que vem”, disse Aparecido.

De acordo com o secretário, os sequenciamentos serão feitos em um esquema parecido com o que foi adotado para detectar a variante delta. A diferença é que, no caso da delta, a parceria foi feita com o Instituto Butantan, ligado à Secretaria Estadual da Saúde.

G1

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