19 de maio, 2024

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Botucatu: Após estupro de garota no banheiro do Bosque, grupos de mulheres exigem segurança e apoio à vítima

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Após o caso de estupro ocorrido contra uma menina de 15 anos, no banheiro público da Praça Emílio Peduti, o Bosque, no centro de Botucatu, no último dia 20, grupos de Defesa da Mulher de Botucatu se pronunciaram e exigem mais segurança.

No dia 22 de abril, o Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de Botucatu divulgou uma nota de Repúdio. Já no dia 23, foi a vez do grupo União de Mulheres na Política em Botucatu se manifestar através de uma Carta Aberta.

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Elas exigem que a violência contra mulher seja combatida, que “a Prefeitura Municipal de Botucatu e a Câmara Municipal aprovem recursos e estrutura necessária para políticas preventivas e educativas de combate à violência contra a mulher”.

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Abaixo, a Nota de Repúdio do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de Botucatu:

Abaixo, a íntegra da Carta Aberta da União de Mulheres na Política em Botucatu:

“CARTA ABERTA DA UNIÃO DE MULHERES NA POLÍTICA EM BOTUCATU

Botucatu, 23 de abril de 2022.

Com muita indignação, nós, União de Mulheres na Política em Botucatu vimos a público demonstrar nossa extrema preocupação diante de mais um caso de violência contra as mulheres em nossa cidade.

No dia 20 de abril, numa tarde de quarta-feira, uma menina de 15 anos que aguardava sua mãe na Praça do Bosque foi estuprada dentro do banheiro público. Demandamos que esse crime seja investigado, julgado e o criminoso sofra ação legal cabível pela Lei Maria da Penha. A jovem agredida e sua família devem ter acesso a todas as medidas protetivas que se possam fazer necessárias pela dimensão da violência de gênero.

Além disso, é responsabilidade do poder público garantir a proteção e prevenção de todo tipo de violência contra a mulher. De acordo, com notícia veiculada pelo portal G1 os números de violência contra a mulher em nossa cidade só aumentam, não apenas em número, mas também na forma violenta como acontecem: assassinatos, estupros, agressões .

Sabemos ainda, que os registros policiais de violência doméstica são apenas a ponta do iceberg desse problema que afeta as mulheres. A violência ocorre cotidianamente, seja através de controle, xingamentos, assédio moral e sexual, mas também da discriminação no mercado de trabalho e da falta de uma rede de apoio e assistência que permitam às mulheres saírem de um círculo de violência buscando sua independência e autonomia econômica.

Mulheres jovens, idosas, negras são agredidas e assediadas em suas casas, no transporte público, no local de trabalho, em momentos de lazer, mesmo quando explicitamente dizem “não”.

A violência contra mulher deve ser combatida. Exigimos que a Prefeitura Municipal de Botucatu e a Câmara Municipal aprovem recursos e estrutura necessária para políticas preventivas e educativas de combate à violência contra a mulher:

– servidores e agentes públicos com formação e treinamento para prevenção e atendimento de mulheres vítimas de violência, em especial nas áreas de segurança e assistência;

– iluminação pública nas ruas, praças, pontos de ônibus;

– campanha de prevenção a violência doméstica e contra as mulheres: nas escolas, nos ônibus, locais de trabalho, postos de saúde;

– canais de denúncia seguros e acolhedores;

– estruturação da Rede de Atendimento à mulher em situação de violência no Município;

– programas de formação e qualificação profissional para mulheres com fins de garantir sua autonomia econômica.

Continuaremos denunciando e lutando contra todas as formas de violência e opressão!

UNIÃO DE MULHERES NA POLÍTICA EM BOTUCATU”

Jornal Leia Notícias

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