Vacinação contra Covid-19 para jovens adultos na Guiana Francesa atrai brasileiros

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O “vacinódromo” da Guiana Francesa acaba de ser inaugurado em Caiena, capital do departamento ultramarino que faz fronteira com o estado do Amapá. O assunto é tratado com destaque pelo portal de notícias France Info, já que a Agência Regional de Saúde (ARS) local aproveita os anúncios de entrega de milhares de doses de vacinas anti-Covid-19 para estender a imunização a pessoas com mais de 30 anos.

A variante brasileira representa atualmente um terço dos casos positivos na Guiana Francesa. Em São Jorge do Oiapoque (em francês Saint-Georges-de-l’Oyapock) e vilarejos ribeirinhos do rio Oiapoque, que forma a fronteira natural com o Brasil, a imunização é oferecida a partir de 18 anos.

“Ao vacinar os mais jovens e também na faixa etária dos 30 e 40 anos, esperamos proteger ainda mais o território do risco de propagação e importação” do vírus, diz a diretora da agência de saúde local, Clara De Bort. A população da Guiana é de 300 mil pessoas, em média muito jovens, explica a diretora da ARS.

“Não temos a mesma pirâmide etária que na França metropolitana. Os idosos acima de 75 anos não são numerosos e foram vacinados”, relata Clara de Bort ao site France Info. Até 24 de março, 8.016 pessoas tinham sido imunizadas segundo dados do Ministério da Saúde.

A extensão da vacinação aos mais jovens será viabilizada, segundo ela, pela entrega de 19.000 doses em abril. Os estoques aumentarão ainda mais em maio, com a chegada prevista de 42.000 doses de imunizantes, e 52.000 previstos em junho. O “vacinódromo” de Caiena, inaugurado na terça-feira (30), terá capacidade para aplicar 500 injeções por dia, contra 200 anteriormente.

A fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil está fechada, mas isso não tem impedido que brasileiros provenientes do Amapá tentem atravessar o rio Oiapoque ilegalmente, para serem vacinados contra a Covid-19 no território francês, onde a campanha de vacinação está aberta a todos os adultos.

Nos dias de vacinação, a polícia francesa tem reforçado as patrulhas fluviais para interceptar brasileiros que se aventuram em canoas e pequenos barcos a motor para atingir a outra margem do rio, como mostra reportagem do canal France Info.

Uma brasileira que conseguiu se imunizar no território francês explicou suas motivações.

“Trabalho no transporte de pessoas, estou em contato com muita gente todos os dias e por isso, para mim, é melhor me imunizar”, disse Carmen Lucia, que trabalha no projeto de cooperação transfronteiriça entre Brasil e França. Como ela, apenas 50 brasileiros tiveram permissão para cruzar o rio Oiapoque a fim de se beneficiar da vacinação.

Desde o início da pandemia de coronavírus, a Guiana Francesa registrou 16.922 casos da doença e 89 mortes.

Fonte: Yahoo! – Foto: Fábio Massali/Agência Brasil

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