Unesco compara incêndio no Museu Nacional, no Rio, à destruição de Palmira, na Síria

A Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (Unesco) considerou que o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi uma grande perda para o Brasil e para a humanidade. A tragédia foi comparada pelo chefe do setor de museus da entidade, Ieng Srong, à destruição das ruínas da cidade de Palmira, na Síria, pelos terroristas do Estado Islâmico.

Palmira, no leste do país, foi alvo de sucessivos ataques que destruíram parte significativa de suas monumentais ruínas entre 2015 e 2016. As ruínas são consideradas Patrimônio Mundial da Unesco.

Os terroristas explodiram o templo de Baalshamin, que começou a ser construído no ano 17 e que, posteriormente, foi ampliado pelo imperador romano Adriano em 130, e templo de Bel, considerado o mais importante do conjunto arqueológico de Palmira.

A Unesco afirmou ainda que está “à disposição das autoridades brasileiras para mobilizar toda a sua experiência”, após o incêndio.

A diretora-geral da Unesco expressou em um comunicado sua “solidariedade ao povo brasileiro diante desta perda da herança cultural incalculável para o conjunto da humanidade”

“Este museu universitário era também um símbolo da intensidade dos vínculos entre a cultura e a pesquisa e da memória brasileira”, ressaltou Azoulay.

“A Unesco está à disposição das autoridades brasileiras para mobilizar toda a sua experiência – especialmente no terreno da proteção e a conservação do patrimônio cultural – para tentar atenuar as consequências deste drama”, acrescentou.

Foto de 31 de março mostra as ruínas do Templo de Bel, destruído pelo Estado Islâmico, na cidade de Palmira, na Síria (Fotos: Reprodução)

Fonte: Yahoo!

Scroll Up