Tomei a vacina da Covid-19. Posso viajar?

Saiba quanto tempo a vacina demora para fazer efeito e por que os protocolos de segurança ainda se fazem essenciais enquanto toda a população não estiver vacinada.

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A pandemia chegou e afetou os planos de viagem de muita gente. Ao longo do ano que passou, alguns destinos reabriram e certos passeios puderam ser retomados, mas todo mundo continua ansioso para tomar a vacina e poder viajar com conforto e segurança — e sem máscara.

No entanto, apesar de ser a saída a longo prazo para retomarmos a vida sem medo do vírus, tomar a vacina ainda não significa poder sair por aí como se nada estivesse acontecendo. Pelo menos não até que toda a população mundial seja vacinada, o que ainda deve levar algum tempo.

A vacina não garante proteção imediata?

Apesar de todas as vacinas disponíveis para a população terem eficácia garantida pelas autoridades sanitárias, a resposta imune do organismo não é imediata. Além disso, as vacinas que estão sendo aplicadas na maioria dos países, incluindo o Brasil, precisam de duas doses para atingir sua máxima proteção.

A segunda dose depende do cronograma de vacinação de cada local e da vacina disponível, mas costuma ser aplicada entre 15 e 30 dias após a primeira. E mesmo depois da segunda dose, ainda precisamos manter todos os cuidados contra o vírus, como a máscara e o distanciamento, ainda essenciais.

Isso quer dizer que não podemos comemorar quando, enfim, chegar a nossa vez de vacinar? Sim e não. De fato, depois de tanto tempo, receber a imunização já deixa qualquer um mais confortável para fazer planos de viagem, só não serão, a curto prazo, viagens normais.

O primeiro motivo é que, como o coronavírus ainda é uma doença nova e as vacinas também, ainda não é possível determinar se quem foi imunizado não continua transmitindo a doença. Ou seja: mesmo que você esteja vacinado, é preciso garantir que as outras pessoas com as quais terá contato também estejam.

Até que os cientistas tenham certeza de que os vacinados não continuam espalhando o vírus por aí, os cuidados devem ser tomados. A comunidade científica de todo o mundo está empenhada nesse trabalho, mas ele depende também dos números nos próximos meses. A boa notícia é que já existem algumas evidências de que as vacinas podem impedir também a transmissão.

E as fronteiras, como ficam?

Enquanto grande parte da população mundial não for vacinada a questão das fronteiras fica a critério do governo de cada país. Por enquanto, como uma parcela mínima da população brasileira foi vacinada com as duas doses, não somos bem-vindos em muitos destinos internacionais.

No entanto, a expectativa é que isso melhore nos próximos meses, visto que o turista brasileiro é importante para a economia de destinos em todo o mundo. Essas viagens devem ser retomadas com a exigência de um certificado de vacinação ou teste negativo, como já vem sendo feito em alguns destinos.

Os certificados de vacinação não são exatamente novidades. Vários países exigem vacinas específicas para turistas, como a de febre amarela, por exemplo. Mas agora todos devem acrescentar a de Covid-19 nessa lista.

Quem não tomar vacina pode ser impedido de viajar?

Apesar de ser consenso em todo o mundo que a vacina é o melhor jeito de proteger a população, muita gente ainda tem receio, especialmente porque todas elas são relativamente novas. Quem pensa em não se vacinar, no entanto, pode ser impedido de entrar em alguns lugares, como aviões e ônibus.

Isso sem falar que a maioria dos países já sinalizou que não vai aceitar turistas que optem pela não imunização. Então, se você gosta de viajar, já pode ir preparando o seu cartão de vacinação enquanto fica de olho no cronograma da sua cidade.

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