Terapia animal: o que é e quando utilizar

Convívio com os animais pode ajudar no tratamento terapêutico dos pacientes.

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Todo mundo que tem um animal em casa sabe como a presença deles pode mudar o ambiente e o nosso humor. Companheiros, eles são capazes de impulsionar os ânimos dos seus donos, uma vez que eles são uma fonte de distração e bem-estar.

Tanto que os cientistas, há algumas décadas, já investigam os benefícios dessa relação para a saúde humana. Isso colaborou para o surgimento da terapia animal. Você sabe do que se trata? Conheça melhor o procedimento a seguir.

O que é a terapia animal?

Também conhecida como Terapia Assistida por Animais (TAA), esse tipo de tratamento é uma das alternativas utilizadas pelos profissionais de saúde no acompanhamento de seus pacientes. Esse tipo de terapia é baseado em um campo de estudo que avalia os benefícios do convívio com os animais para a saúde humana.

O objetivo é promover o bem-estar físico, emocional, social e cognitivo do indivíduo. O animal funcionará como um elo entre o terapeuta e o paciente.

Quais animais podem participar?

No entanto, não é qualquer animal que faz parte desse processo. Ele precisa ter o preparo físico adequado e não pode representar um risco para o paciente. Da mesma forma, o indivíduo também precisa ser instruído e preparado para lidar com a presença desse animal, considerado um co-terapeuta no tratamento.

Um ponto importante é que os animais que participam da TAA devem ter um rígido controle de saúde. Isso inclui visitas regulares ao veterinário, além do fato da vacinação e vermifugação estarem em dia. Também não é recomendável que animais muito novos ou muito velhos participem do tratamento

Benefícios para a saúde

Muitos estudos apontam como a convivência com um animal ajuda na melhora do quadro psicológico das pessoas. Em 2020, uma pesquisa feita pela Clínica Médico-Psiquiátrica da Ordem Porto, em Portugal, apresentou dados de como isso acontece na prática.

O estudo contou com 33 pessoas que estavam diagnosticadas com depressão e não respondiam aos tratamentos terapêuticos ou aos medicamentos entre os 9 e 15 meses anteriores. Como nenhum deles tinha um animal em casa, o grupo foi instruído a adotar cães e gatos para sua companhia.

Constatou-se que nas 12 semanas seguintes após a adoção, os cientistas foram capazes de identificar uma melhora significativa nesses pacientes. Em alguns casos, as melhoras já eram perceptíveis após 8 semanas de convívio.

A experiência é um dos indícios que destaca os benefícios para a saúde da presença dos pets em casa. Eles ajudam a diminuir o sentimento de solidão — especialmente de quem mora sozinho, estimulando as sensações de afeto e segurança para o paciente.

A presença deles também ajuda a reduzir os sintomas de estresse, ansiedade e depressão, algo muito importante quando a pessoa tem a autoestima baixa. Inclusive, o carinho incondicional que o animal demonstra pelo dono colabora para melhorar sua autoestima e isso reflete no sentimento de amor-próprio, passando a se gostar mais.

Outra vantagem valiosa é que sua presença estimula o contato social, já que ele precisa levar o pet para passear e, consequentemente, fica menos tempo em casa. Essa reintrodução ao ambiente externo facilita a comunicação e a sociabilidade, de modo que a pessoa se sinta mais pertencente à sociedade.

Quando recorrer à TAA?

Existem alguns cenários em que a utilização da TAA é mais recomendada. Um deles envolve pessoas idosas institucionalizadas. Além de reduzir o sentimento de solidão, a presença dos animais promove a redução da ansiedade, colaborando para o controle da frequência cardíaca e pressão arterial.

Um cenário que mostrou resultados promissores foi em crianças com deficiência física e/ou motora. Um exemplo é no caso de tratamentos envolvendo pacientes com síndrome de Down, apresentando neles ganhos motores e de sensibilidade, além de melhorar a interação social.

No caso de crianças autistas ou com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), esse tipo de terapia também pode ser vantajoso. Os animais auxiliam essas crianças a expressarem as emoções, o compartilhamento de experiências e o desenvolvimento sócio-emocional.

É importante destacar que em todos esses cenários, a terapia assistida por animais não substitui o tratamento convencional. Ele deve ser apenas um complemento do tratamento, auxiliando na melhora dos casos.

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