Talibãs se reúnem nesta terça com representantes de EUA e UE

Uma delegação dos talibãs irá se reunir nesta terça-feira com representantes da União Europeia (UE) em Doha, indicou o chanceler Amir Khan Muttaqi (foto), após o seu primeiro encontro com enviados americanos.

Os afegãos já se reuniram com representantes do governo alemão e com um parlamentar britânico, informou Muttaqi durante um evento organizado no Centro de Conflitos e Estudos Humanitários do Catar.

“Amanhã (terça-feira) nos reuniremos com representantes da UE. Tivemos reuniões positivas com representantes de outros países”, afirmou o ministro em Doha, capital do Catar. “Queremos ter uma relação positiva com todo o mundo. Acreditamos em relações internacionais equilibradas. Acreditamos que essas relações equilibradas podem salvar o Afeganistão da instabilidade”, acrescentou.

O encontro acontecerá em Doha e contará também com representantes dos Estados Unidos, informou a porta-voz da UE, Nabila Massrali. “Trata-se de um intercâmbio informal, de nível técnico. Não constitui um reconhecimento do ‘governo interino’”, assinalou.

De acordo com a porta-voz, o encontro deverá “permitir que os Estados Unidos e os europeus discutam problemas” como a liberdade de deslocamento para as pessoas que queiram deixar o Afeganistão, o acesso a ajuda humanitária, os direitos das mulheres ou evitar que o país se converta em um santuário para grupos terroristas.

A UE busca evitar um “colapso” do país da Ásia Central, explicou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, ao sair de uma reunião ministerial. “Não podemos nos contentar com assistir e esperar. Temos que agir, e rapidamente.”

Neste fim de semana, funcionários dos Estados Unidos se reuniram com representantes dos talibãs no Catar, para falar sobre segurança e direitos humanos no Afeganistão, informou o Departamento de Estado.

Os talibãs buscam reconhecimento internacional e ajuda para evitar um desastre humanitário depois de voltarem ao poder em agosto no Afeganistão, após a retirada das tropas americanas e depois de 20 anos de conflito.

Fonte: Yahoo!

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