Tabeliã desafia Suprema Corte dos EUA e rejeita celebrar casamento gay

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Uma tabeliã de Morehead, no Estado americano do Kentucky, desafiou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e se recusou a celebrar os casamentos de dois casais homossexuais nesta terça-feira (1º).

Para se negar a oficializar os matrimônios, Kim Davis citou como justificativa sua crença religiosa. Desde que a corte máxima federal oficializou as uniões, em junho, ela tentou obter uma liminar que lhe permitia rejeitar as uniões. Na segunda (31), porém, a medida foi derrubada pela Suprema Corte. Diante da queda do recurso, dois casais foram ao cartório celebrar seus casamentos. As tentativas de cerimônia foram acompanhadas pela imprensa local.

Ela discutiu com o casal David Ermold e David Moore e disse que não celebraria os casamentos. “Sob a autoridade de quem?”, perguntou Emrold. “Sob a autoridade de Deus”, respondeu Davis.

Mais tarde, seus advogados divulgaram uma nota em que ela disse ter recebido ameaças de morte, mas que não vai se deixar intimidar ou renunciar ao cargo. Para ela, a celebração dos casamentos gays “viola sua consciência”.

“É uma decisão de céu ou inferno. Não tenho animosidades contra ninguém e não ajo com má vontade. Para mim isto não é uma questão de ser gay ou lésbica. É sobre o casamento e a palavra de Deus.”

Depois da confusão, ela ficou em seu escritório, com as persianas abaixadas, até a chegada da polícia. Apesar do apelo do casal, o xerife do condado, Matt Sparks, recusou-se a prender a tabeliã.

CATÓLICA

Em julho, oito pessoas entraram com uma ação civil federal contra Davis contestando a política de seu gabinete de não emitir licenças de casamento para qualquer casal, homossexual ou heterossexual.

Em sua defesa, ela afirma que estaria violando os preceitos da fé católica. Na sua interpretação, sua religião proíbe que ela coloque seu nome em um documento endossando o casamento homossexual.

Horas depois, em frente ao cartório de Morehead, manifestantes que apoiavam a ação da tabeliã, em sua maioria idosos e religiosos, discutiram com outros que estavam do lado dos casais homossexuais.

Kim Davis assumiu como tabeliã em janeiro e só pode ser retirada em votação no Legislativo estadual. Ativistas gays, porém, consideram a possibilidade remota diante do tempo de tramitação e do conservadorismo da Casa.

Fonte: Folha de SP

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