03 de julho, 2026

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Suco com clonazepam: Perícia confirma calmantes no sangue de casal de idosos morto

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Polícia Civil investiga o caso como latrocínio; mulher presa teria servido bebida com medicamentos antes do crime

A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a presença de calmantes nas amostras de sangue do casal de idosos morto em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O resultado reforça uma das principais linhas da investigação sobre o caso, tratado como latrocínio, o roubo seguido de morte.

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Segundo informações da investigação divulgadas pelo R7/Record Minas, a mulher de 30 anos presa pelo crime teria diluído comprimidos em copos de suco e servido a bebida ao casal antes do ataque. A investigada foi presa em Itabira, na região Central de Minas Gerais.

Os exames apontaram a presença de 7-aminoclonazepam, clonazepam e alprazolam no sangue da idosa. No sangue do idoso, foi identificado 7-aminoclonazepam, substância relacionada ao clonazepam. Esses medicamentos têm ação calmante e podem provocar sedação, especialmente em doses elevadas.

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O casal foi encontrado morto na terça-feira, 30 de junho, dentro do apartamento onde morava. A Polícia Civil apura a dinâmica do crime, a motivação e se a mulher contou com a ajuda de outra pessoa após deixar o local.

De acordo com a apuração, objetos do casal foram levados do imóvel. Entre os itens não localizados estavam celulares das vítimas. Uma gaveta onde eram guardadas semijoias também foi encontrada arrombada.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a identificar a movimentação da mulher no prédio. A suspeita foi localizada em um hotel na cidade de Itabira, onde estava acompanhada do filho de 6 anos.

A Polícia Civil deve responsabilizar a investigada por dois crimes de latrocínio. O caso segue em apuração em Minas Gerais.

A defesa da mulher informou, em nota, que manifesta solidariedade aos familiares das vítimas e que atuará com base na ampla defesa, no contraditório e no devido processo legal. Também afirmou que qualquer conclusão sobre responsabilidade deve ocorrer a partir das provas reunidas no processo.

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