Sobe para 11 o nº de mortos em prédio que desabou na Flórida

Equipes de resgate retiraram nesta segunda-feira (28) o décimo primeiro corpo dos escombros do prédio que desabou parcialmente na Flórida, nos Estados Unidos, na quinta-feira (24).

Cerca de 150 pessoas ainda seguem desaparecidas, e autoridades prometem continuar procurando por possíveis sobreviventes. Mais da metade do Chaplain Towers desmoronou na madrugada, quando os moradores dormiam.

Uma criança brasileira está entre os desaparecidos. Lorenzo Leone, de 5 anos, estava com seu pai, Alfredo Leone, quando o edifício veio abaixo. Sua mãe, Raquel Oliveira, não estava no apartamento porque visitava parte da família no Colorado.

Equipes de resgate usam guindastes, cães farejadores e equipamentos com infravermelho em busca de qualquer sinal de vida entre os escombros, na esperança de que bolsões de ar possam ter se formado sob o concreto — o que poderia manter pessoas com vida por tantos dias.

“Vamos continuar e trabalhar incessantemente para exaurir todas as opções possíveis em nossa busca”, disse a prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, em uma coletiva de imprensa. “A operação de busca e resgate continua”.

Mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar do tempo, e equipes de resgate estão tendo dificuldades para encontrar até mesmo restos mortais. Até o momento, oito vítimas foram identificadas oficialmente pela polícia.

O prédio fica em Surfside, cidade ao norte de Miami Beach e interligada por pontes a Miami continental. Os três municípios ficam no distrito de Miami-Dade, no sul da Flórida.

Ariana Hevia, de New Orleans (centro), e Sean Wilt (à esquerda), próximo ao prédio de 12 andares que desabou parcialmente em Surfside, na Flórida. A mãe de Hevia, Cassondra Billedeau-Stratton, morava no edifício e morreu no desabamento. — Foto: Lynne Sladky/AP
Ariana Hevia, de New Orleans (centro), e Sean Wilt (à esquerda), próximo ao prédio de 12 andares que desabou parcialmente em Surfside, na Flórida. A mãe de Hevia, Cassondra Billedeau-Stratton, morava no edifício e morreu no desabamento. (Fotos: Reprodução)
Escombros de parte do prédio que desabou em Surfside, na região de Miami, em foto de sábado (26) — Foto: Gerald Herbert/AP
Escombros de parte do prédio que desabou em Surfside, na região de Miami, em foto de sábado (26) (Foto: Reprodução)

‘Dano estrutural grave’

Um relatório feito em 2018 apontou que o condomínio onde ficava o prédio tinha um “grande dano estrutural”, em uma laje de concreto abaixo do deck da piscina. A empresa responsável alertou a necessidade de reparos na estrutura.

Apesar do alerta, uma autoridade municipal garantiu aos moradores do Chaplain Towers que o edifício estava “em muito bom estado”. A informação sobre o relatório e a resposta do poder público foram revelados pela imprensa americana no fim de semana.

O condomínio tinha uma grande deterioração estrutural no estacionamento, sob a torre de 40 anos, segundo o relatório. O documento alertava que uma laje estrutural de concreto precisava ser substituída “em um futuro próximo” devido a uma falha na impermeabilização (veja mais abaixo).

Mas ainda não se sabe o motivo da tragédia, nem se esse dano estrutural pode estar relacionado a ela.

Fonte: Yahoo!

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