Só 35% das crianças foram vacinadas contra a pólio; campanha será prorrogada

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Terminou na sexta (30) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Pólio, a famosa “vacina da gotinha”. No entanto, os dados do Ministério da Saúde são desanimadores em relação ao índice de cobertura no país desde o dia 5 de outubro, quando foi iniciada a força-tarefa de vacinação. Das 11,3 milhões de crianças que fazem parte do público-alvo – entre 1 e menores de 5 anos –, somente cerca de 4 milhões tomaram o imunizante.

Os números correspondem a uma cobertura nacional de apenas 35% até o momento. Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais já anunciaram que a campanha foi prorrogada. Outros estados devem seguir a mesma linha.

A pólio, também chamada de poliomielite e paralisa infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que vive no intestino. O baixo índice de vacinação acende um alerta: se as campanhas não conseguirem mobilizar as pessoas, a doença pode voltar a atingir os brasileiros depois de 30 anos.

“As coberturas vacinais municipais ainda são heterogêneas, podendo levar a formação de ‘bolsões’ de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus no país”, afirmou o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. O último caso de paralisia infantil no Brasil foi registrado em 1989.

Ele ressalta que a estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas com a vacina oral. “Faça valer o direito dos seus filhos. Leve as crianças ao posto de vacinação mais próximo de sua casa”, alertou.

As informações do Ministério da Saúde também mostram que somente 232 (4,16%) municípios atingiram a meta de 95% de crianças vacinadas. A pasta afirma que não existe tratamento para a paralisia infantil e a única forma de prevenção é a vacina.

O estado que mais mobilizou a população até o momento foi o Amapá, com 62,5% de cobertura. No último lugar da lista, Rondônia vacinou apenas 11,7% do público-alvo.  São Paulo tem 30% das crianças vacinadas até o momento. A recomendação aos estados que não atingirem a meta é continuar com a vacinação de rotina, oferecida durante todo o ano.

Fonte: Jornal Metro

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