Rússia acusa EUA de querer fomentar conflito com a Ucrânia: ‘loucura continua’

Dmitri Polyanski, vice-embaixador da Rússia nas Nações Unidas, categorizou as avaliações de inteligência dos Estados Unidos como “alarmistas”, durante a tarde do último domingo.

Tudo porque os americanos estimaram que a Rússia poderia invadir Kiev em questão de dias, e deixar pelo menos 50 mil civis mortos e feridos.

Em suas redes sociais, o diplomata falou sobre o anúncio dos Estados Unidos.

“A loucura e o alarmismo continuam. E se disséssemos que os EUA poderiam tomar Londres em uma semana e causar 300 mil mortes de civis?”, escreveu.

O deputado Artem Turov, colega de partido de Vladimir Putin, acusou o país americano de espalhar fake news, e fazer todo o possível para fomentar o conflito.

Já a Ucrânia afirmou que também desconfia das “previsões apocalípticas”. A nação disse ainda que uma solução diplomática com a Rússia é uma opção muito superior à uma guerra.

“Não tem como confiar em previsões apocalípticas” disse o chanceler ucraniano, Dmitro Kuleba, em seu perfil em uma rede social.

Declaração

O anúncio de um ataque em larga escala foi feito após a inteligência americana dizer que a ex-União Soviética já tinha cerca de 70% do armamento necessário para uma invasão.

De acordo com funcionários dos Estados Unidos, ainda não há como saber se Putin decidiu agir ou não. No entanto, ele estaria lidando com todas as opções presentes. Desde uma invasão parcial, até uma tomada total da Ucrânia.

Escalada

Os americanos disseram ainda que a Rússia segue reunindo sua força militar na fronteira. Durante as últimas semanas, cerca de 80 batalhões estavam a caminho do local. A Casa Branca ainda alertou que Moscou pretendia gravar um falso ataque ucraniano, a fim de usá-lo como pretexto para a invasão. O Kremlin negou.

A Ucrânia, por sua vez, tem tentado desestimular qualquer ataque do inimigo, ao mesmo tempo em que quer evitar mais danos à economia, que foi duramente afetada pela pandemia da Covid-19.

“As chances de encontrar uma solução diplomática para uma desescalada são consideravelmente maiores do que a ameaça de uma nova escalada”, disse o conselheiro-chefe do governo ucraniano, Myhailo Podoliak.

Fonte: Yahoo!