Putin autoriza o envio de militares russos para ‘manter a paz’ nas regiões separatistas da Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou o envio de militares russos para “manter a paz” nas regiões separatistas da Ucrânia em um decreto assinado nesta segunda-feira (21).

O documento, divulgado pela agência estatal RIA, foi assinado no mesmo momento em que Putin oficializava o reconhecimento da independência de Donetsk e Luhansk.

“Após apelo do líder da República Popular de Donetsk, ordeno que o Ministério de Defesa da Federação Russa […] implemente, com suas Forças Armadas, no território de Donetsk a função de manutenção da paz”.

O mesmo decreto foi assinado também para Luhansk.

Com a decisão de Putin, o processo de paz no leste da Ucrânia, onde um conflito entre forças do governo e separatistas apoiados por Moscou já matou pelo menos 15 mil pessoas, poderá ser minado.

Reunião de emergência do Conselho de Segurança

Os Estados Unidos e seus aliados pediram que o Conselho de Segurança da ONU se reúna em caráter de urgência nesta segunda-feira (21) depois que a Rússia reconheceu a independência da Ucrânia de dois territórios separatistas, segundo informações das agências de notícias.

Os países solicitantes, que se baseiam em uma carta da Ucrânia à ONU, inclui, entre outros, França, Reino Unido e Albânia, segundo as fontes.

Será a presidência rotativa do Conselho, ocupada atualmente pela Rússia, que deverá agendar a reunião.

Como começou a disputa naquela região?

Rússia e Ucrânia têm relações ruins desde a chegada ao poder em Kiev, em 2014, dos setores pró-Ocidente, após a revolta da praça Maidan, que foi seguida pela anexação da península ucraniana da Crimeia pelos russos e o conflito com os separatistas no leste, na região conhecida como Donbass, onde ficam Donetsk e Luhansk.

A Ucrânia e os ocidentais acusam Moscou de apoiar militarmente os separatistas, algo que a Rússia nega. Moscou chegou a emitir passaportes para centenas de milhares de residentes de Donbass.

Os acordos de paz de Minsk, assinados em fevereiro de 2015, tornaram possível reduzir significativamente os confrontos, mas eles continuam desde então, ainda que em ritmo reduzido. Os acordos preveem a reunificação de ambas as regiões com a Ucrânia, mas com Kiev concedendo ampla autonomia às duas regiões.

“Kiev não está observando os acordos de Minsk. Nossos cidadãos e compatriotas que vivem em Donbass precisam de nossa ajuda e apoio”, escreveu Vyacheslav Volodin, presidente da Câmara dos Deputados da Rússia, nas redes sociais, para justificar o pedido de reconhecimento.

Reconhecer Donetsk e Luhansk é um passo significativo que efetivamente encerraria o processo de paz de Minsk, que está no centro das discussões sobre os temores de uma invasão russa do território ucraniano.

Fonte: Yahoo!

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