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Proposta discutida na Câmara previa regulamentação da prática, mas autor pediu mais tempo para ajustes após repercussão negativa
A Câmara Municipal de Botucatu realizou, na segunda-feira (4), a primeira Sessão Ordinária do mês de maio, com a análise de seis projetos em pauta, além de deliberações em sessão extraordinária relacionadas ao orçamento municipal.
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Entre os temas discutidos, o Projeto de Lei nº 133/2025, de autoria do vereador Abelardo (Republicanos), que propõe reconhecer a soltura de pipas como prática esportiva no município, teve sua votação adiada por quatro sessões a pedido do próprio autor.
Segundo o parlamentar, o texto ainda precisa de ajustes antes de ser novamente submetido ao plenário. A proposta estabelece regras para a prática, como a realização da atividade em locais específicos, chamados de “pipódromos”, e a obrigatoriedade do uso de linhas de algodão, sem materiais cortantes, em conformidade com a legislação vigente .
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De acordo com o projeto, os espaços destinados à prática devem atender critérios de segurança, como distância de fiações elétricas, vias movimentadas e áreas de tráfego aéreo, além de respeitar o meio ambiente e a fauna local .
A proposta também busca organizar uma atividade considerada tradicional e cultural, com o objetivo de reduzir riscos e prevenir acidentes, especialmente relacionados ao uso de linhas com cerol.
Apesar da justificativa, a tramitação do projeto gerou forte repercussão nas redes sociais, com manifestações críticas por parte da população. Entre os comentários publicados, moradores questionaram a prioridade do tema diante de demandas como saúde, educação e serviços públicos.
O projeto deve retornar à pauta da Câmara após o período de adiamento, já com possíveis alterações no texto original.