Preso por estelionato no interior de SP tinha ‘fábrica de RG’ em casa

Foram apreendidos dezenas de documentos falsos na casa do estelionatário (Foto: Reprodução/TV TEM)

O homem que foi preso em flagrante na tarde de terça-feira (13), suspeito de falsificar documentos em Jundiaí (SP), tinha uma “fábrica de RG” na casa onde morava. A fraude foi descoberta quando o estelionatário tentou abrir uma conta em nome de um funcionário público do Paraná e o gerente desconfiou, já que, coincidentemente, conhecia o correntista em questão. O gerente chamou a polícia, que comprovou o golpe.

A polícia esteve em dois locais, em Campinas (SP) e Valinhos (SP), e apreendeu dezenas de documentos falsificados, carteiras de trabalho em branco, fotos 3×4, talões de cheque, carimbos e equipamentos usados para furar as fotos que são colocadas em documentos. A foto de uma mesma mulher estava em mais de 12 RGs com nomes e estados diferentes.

“Ele conseguia os dados das pessoas entrando no site do portal da transparência, do Executivo Federal, pegava os dados de funcionários que existem, entrava no cadastro do SUS e conseguia o CPF, o endereço e outros dados. Ele também pesquisava em uma empresa de consulta de crédito a a situação financeira da pessoa”, explica o delegado Ricardo Pituba.

De acordo com informações do delegado, os papeis são falsos, mas as pessoas vítimas da falsificação são verdadeiras e funcionárias públicas. “Temos mais de cem funcionários públicos do Executivo. Com tudo isso, montava-se o golpe”, completa.

Com essas informações, o estelionatário abria conta em bancos, empresas financeiras e ainda pedia empréstimos com valores altos. O prejuízo causado pelo estelionatário ainda será investigado, como também a participação de outras pessoas no esquema. “Vamos levantar a identidades verdadeiras dessas pessoas, comunicar as instituições financeiras e tentar chegar ao número máximo de pessoas que a gente conseguir atingir dessa quadrilha”, finaliza o delegado.

O homem preso foi levado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista (SP).

Fonte: G1

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