Presidente do México chama a conquista espanhola de ‘fracasso’

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse que a conquista dos espanhóis “foi um fracasso retumbante”, ao celebra nesta sexta-feira (13) os 500 anos desde a queda do império asteca.

“Este desastre, cataclismo, catástrofe, como você quiser chamar, nos permite sustentar que a conquista foi um fracasso retumbante”, disse López Obrador, presidindo uma cerimônia que comemorou cinco séculos da queda da Grande Tenochtitlán, a cidade asteca.

A cerimônia foi realizada no Zócalo, praça central que foi o coração do império asteca, na presença de representantes indígenas do México, Canadá e Estados Unidos e descendentes de Moctezuma II, o terceiro imperador.

“De que civilização podemos falar se a vida de milhões de seres humanos se perde e a nação, o império ou a monarquia dominante não consegue em três séculos de colonização recuperar a população que existia antes da ocupação militar?”, acrescentou o presidente.

López Obrador fez uma contagem das doenças sofridas pelos índios com a chegada dos espanhóis e os acusou de levar grandes quantidades de ouro.

“O ouro que tiraram do México, em 300 anos” que durou a colônia espanhola “foi de 182 toneladas”, disse.

A conquista e a colonização “são sinais de atraso, não de civilização, menos de justiça”, sublinhou de costas para uma monumental representação do Templo Mayor, centro da vida religiosa mexica.

“Tomara que todos nós nos comprometamos com a não repetição. E digamos nunca mais a uma invasão, ocupação ou conquista”, acrescentou.

O presidente de esquerda insistiu em outras ocasiões que a Espanha e a Igreja Católica se desculpassem pelos excessos cometidos durante a conquista.

Sem ter obtido uma resposta favorável a esta reclamação, López Obrador pediu nesta sexta-feira “perdão às vítimas da catástrofe causada pela ocupação militar espanhola da Mesoamérica e do resto do território da atual República Mexicana”.

O Zócalo e as ruas ao redor foram fechadas para o trânsito de pessoas fora da cerimônia, incluindo indígenas que comemoraram na quinta-feira o último dia soberano de Tenochtitlán com danças e orações.

Fonte: Yahoo!

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