Prefeitura de Botucatu transfere últimas famílias de áreas de risco para o Jardim Nova Esperança

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A Secretaria Municipal de Habitação, com apoio da Secretaria Municipal de Obras e da Coordenadoria de Defesa Civil conclui na última quinta-feira (17) a transferência das famílias que ocupavam imóveis em áreas de risco e foram contempladas com casas populares no Jardim Nova Esperança, inaugurado no último sábado (12), em Rubião Júnior.
Das 13 famílias beneficiadas apenas uma não teve a mudança feita porque um de seus integrantes passou por uma intervenção cirúrgica e já havia manifestado a preferência por providenciar pessoalmente a transferência para seu novo endereço. As últimas famílias foram retiradas de áreas invadidas que pertencem ao patrimônio da antiga Fepasa e de uma área em condições precárias na Vila São Benedito.
Como nos demais casos, as remoções foram marcadas por uma carga emotiva bastante forte. Apesar de todos terem histórias muito particulares, elas, invariavelmente, acabam sendo sempre preenchidas com ingredientes como alívio e gratidão. É o caso de Elaine Cristina Telles, que ao lado dos filhos ocupava uma casa de madeira da antiga Fepasa, em condições bastante precárias, na Rua Galvão Severino.
Ela revelou que mal conseguiu dormir na noite anterior, tamanha a ansiedade para conhecer sua nova casa. Sua história de vida é marcante. Ficou presa por três anos e perdeu a guarda dos filhos. Depois de cumprir pena, a dificuldade para encontrar emprego em Barra Bonita fez com que viesse tentar a sorte em Botucatu.
Eu trabalhava na roça, cortava cana e colhia café. Quando fiquei desempregada resolvi vim para cá porque tem bastante serviço. É um lugar grande, bom para trabalhar. No começo morava junto com meu irmão e depois passei para essa casa que me foi cedida. Consegui arrumar um serviço. Já faz dois anos que presto serviços na Unesp. Quero me aposentar lá. Agradeço o patrão que me deu essa oportunidade mesmo sabendo que tinha passagem.  Consegui, inclusive, ter meus filhos de volta. Mas nessa casa passamos muito aperto. Dependi de ajuda de vizinhos, como Dona Orceli, que me ajudaram com comida e a sustentar minhas crianças. Quando chovia molhava tudo aqui dentro. Se não fosse a ajuda da prefeitura com lona, não seria como seria.
Segundo Elaine, sua história mostra que sempre há tempo para recomeçar e dar outro rumo na vida.
A partir de agora, se Deus quiser, vou começar uma nova vida. Queria agradecer muito o prefeito pelo que ele fez para mim e está fazendo para o povo. Ele é uma pessoa boa. Que Deus dê muita saúde e força pra ele. É uma emoção muito grande saber que vou ter minha casa agora, sem perigo de chover dentro. Estou muito feliz, sem palavras. Só acho que as pessoas que ganham a casa tem que dar valor. Não fazer nada de errado, não vendê-la. Eu que fui abençoada com a minha jamais vou fazer isso. Aquela casa vai ficar para meus filhos. Agradeço muito a ajuda de todos que ajudaram a realizar esse grande sonho. Eu lutei muito para isso, sofri muito. Mas agora é só felicidade.
O pedreiro Leandro da Silva Teles também tinha pressa em começar a construir uma nova história, ao lado da filha de 12 anos. E deixar para trás seis anos de sofrimento, vivendo em um imóvel improvisado – quase em ruínas – à beira da linha férrea. Desempregado e sem dinheiro para pagar aluguel, não encontrou outro lugar para morar.
Para debaixo da ponte eu não iria. Tive que vir para cá. Passei muita dificuldade. Por aqui tem muita porcariada, drogas, o pessoal fica fumando debaixo do viaduto. Roubaram minhas coisas várias vezes. Isso não é lugar pra morar, apesar de estar no centro da cidade. Aqui quando chove desce o barranco. Convivia com o risco de acontecer uma desgraça. Mas graças a Deus a Secretaria da Habitação me arranjou uma casinha e só tenho a agradecer. Não via a hora de sair daqui para começar uma vida nova.
Telles fica aliviado com a chance de deixar um patrimônio para sua filha.
Essa casa é o futuro dela. Não penso em mim porque não sei se vivo mais dez anos. Penso nela. É uma ótima coisa que fizeram pra nós. Só tenho a agradecer. Primeiramente o prefeito que deu a maior força e depois o pessoal da Secretaria de Habitação. O Broto, a Fabiana, todos eles foram muito bons comigo. Tiro o chapéu para o prefeito e peço que Deus ilumine o caminho dele. Estou sem palavras. Agora sei que vou dormir e acordar num lugar bom. Lá onde eu estava não era vida. Aqui é uma ótima casa, estou contente mesmo. Agora nossa vida começa a andar pra frente.
Na Vila São Benedito, dona Ruth dos Santos despediu-se de vizinhos e parentes e também deixou para trás anos de sofrimento.
Eu sofri muito nesse lugar, criei minhas crianças, perdi muita mudança. Eu trabalhava na roça e muitas vezes cheguei na beira da pista e ao olhar lá pra baixo vi minha casa alagada. Fiquei muito doente nesse lugar, perdi tudo o que eu tinha. Hoje sou uma pessoa doente porque sofri muito. Agradeço a Deus de estar de pé e por receber essa casinha. Vou ter um pouco mais de alegria na vida, já tenho idade e não aguentava mais viver nesse lugar.
Na sua opinião, os governantes devem dar mais atenção à construção de moradias populares já que muitas pessoas ainda sonham em realizar o sonho da casa própria, tendo a oportunidade de morar com mais conforto e segurança.
Esse projeto é muito bom. Muita gente está sofrendo o mesmo que eu sofri. Eu espero em Deus, conforme eu ganhei, essas pessoas possam ganhar também. Tenho o prefeito dentro do meu coração. Oro todos os dias para que Deus dê força pra ele continuar fazendo mais casas para o povo mais pobre. Conheci o pai dele que me ajudou muito. Agora ele está me ajudando. Hoje é o começo de uma nova vida pra mim. Serei muito feliz, em nome de Jesus.

Fonte: Prefeitura Municipal de Botucatu

 

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