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Faculdade de Medicina da Unesp integrou pesquisa com 1.670 pacientes em 61 centros de 12 países; estudo avaliou medicamento para controle da pressão arterial após AVC hemorrágico.
A Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, participou de um estudo clínico internacional que avaliou o uso de uma polipílula para reduzir a pressão arterial e prevenir novos episódios de acidente vascular cerebral em pacientes com histórico de AVC hemorrágico.
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O estudo, chamado TRIDENT, envolveu 1.670 pacientes em 61 centros de pesquisa de 12 países. A Faculdade de Medicina de Botucatu foi uma das instituições parceiras da pesquisa, que teve os resultados publicados no The New England Journal of Medicine.
A polipílula testada reúne, em um único comprimido, três medicamentos anti-hipertensivos em baixa dosagem. O objetivo foi avaliar se a combinação poderia melhorar o controle da pressão arterial em pacientes que já haviam sofrido AVC hemorrágico, sempre de forma complementar ao tratamento padrão indicado após a alta hospitalar.
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Segundo a Agência SP, os pacientes foram acompanhados por cinco anos. Entre os participantes que receberam a polipílula, a pressão arterial média ficou em 127 mmHg. No grupo placebo, a média foi de 138 mmHg.
Após dois anos e meio de acompanhamento, 38 pacientes do grupo que recebeu a medicação tiveram um novo AVC, o equivalente a 4,6% do total. No grupo placebo, foram registrados 62 casos, correspondentes a 7,4%.
De acordo com o neurologista Rodrigo Bazan, chefe do Departamento de Neurociências e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Botucatu e um dos investigadores principais do estudo no Brasil, o controle da pressão para níveis inferiores a 130 por 90 mmHg reduziu em 39% o risco de qualquer tipo de AVC recorrente.
A participação de Botucatu ocorreu por meio da Faculdade de Medicina da Unesp e da UPECLIN, Unidade de Pesquisa Clínica vinculada à instituição. No município, 18 pacientes foram recrutados para o estudo após atendimento inicial na Unidade de AVC do Hospital das Clínicas.
A UPECLIN atuou no acompanhamento dos pacientes, fornecimento de informações, administração do medicamento, monitoramento e coleta de dados por meio de atendimentos presenciais e ligações telefônicas ao longo dos cinco anos de pesquisa.
O estudo também chama atenção para a chegada do inverno. Segundo dados do Ministério da Saúde citados pela Agência SP, a incidência de AVC pode aumentar em até 20% durante períodos de baixas temperaturas. A variação climática pode favorecer o descontrole da pressão arterial, especialmente em regiões onde as estações são mais demarcadas.
A orientação médica é manter atenção redobrada com a pressão arterial, hidratação adequada e prática regular de atividade física, principalmente durante os dias mais frios.
O medicamento testado ainda depende de avaliação e indicação médica. Pacientes com histórico de AVC ou pressão alta devem manter acompanhamento regular e seguir o tratamento prescrito por profissionais de saúde.
Fonte: Agência SP