Partido Comunista da China completa 100 anos e reúne milhares em evento em Pequim

Um evento na Praça Tiananmen, em Pequim, reuniu milhares de pessoas na manhã desta quinta-feira (1°) (noite de quarta em Brasília) para comemorar os 100 anos do Partido Comunista da China — que comanda o país asiático desde 1949.

O misto de parada militar com séries de apresentações musicais ocorreu de frente à foto de Mao Tsé-Tung na Praça Tiananmen, também conhecida como Praça da Paz Celestial. É o mesmo local onde, há 32 anos, o governo chinês reprimiu violentamente uma manifestação de estudantes.

Banda militar se apresenta em frente a retrato de Mao Tsé-Tung em Pequim, na China, durante celebração dos 100 anos do Partido Comunista Chinês nesta quinta (1º) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Banda militar se apresenta em frente a retrato de Mao Tsé-Tung em Pequim, na China, durante celebração dos 100 anos do Partido Comunista Chinês nesta quinta (1º) (Foto: Reprodução)

Em seu discurso, o presidente chinês Xi Jinping afirmou que o partido se preocupa com o futuro da humanidade, e quer seguir em frente “com todas as forças progressistas ao redor do mundo” nos reinos do desenvolvimento global e para preservar a ordem global e a paz.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Vamos trabalhar para construir um novo tipo de relações internacionais… e promover o desenvolvimento de alta qualidade da iniciativa de faixas e estradas… e fornecer ao mundo novas oportunidades”, afirmou o líder chinês.

Helicópteros formam o número 100 sobre a Praça Tiananmen, em Pequim, na celebração do centenário do Partido Comunista da China nesta quinta-feira (1º) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Helicópteros formam o número 100 sobre a Praça Tiananmen, em Pequim, na celebração do centenário do Partido Comunista da China nesta quinta-feira (1º) (Foto: Reprodução)

O evento ocorre em um momento de renovação das hostilidades políticas entre Pequim e Washington, principalmente com as disputas sobre Taiwan e um recente relatório dos EUA que apontou a possibilidade de a pandemia do coronavírus ter começado por um acidente em um laboratório na cidade chinesa de Wuhan.

Ainda com a pandemia em andamento, alguns dos participantes usavam máscaras. Números oficiais mostram a Covid-19 sob controle na China, país que aplicou mais de 1 bilhão de doses de vacinas. A média móvel de novos casos de coronavírus entre os chineses flutua na baixíssima casa dos 25 diagnósticos por dia.

100 anos de idade, 72 anos de domínio

Participantes balançam bandeiras da China e do Partido Comunista durante evento na Praça Tiananmen, em Pequim, para relembrar os 100 anos do partido nesta quinta (1º) — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Participantes balançam bandeiras da China e do Partido Comunista durante evento na Praça Tiananmen, em Pequim, para relembrar os 100 anos do partido nesta quinta (1º) (Foto: Reprodução)

A história do Partido Comunista da China é anterior à revolução que deu aos comunistas o controle do mais populoso país do mundo e terceiro em extensão territorial. Começou em 1921 como uma agremiação inspirada nos bolcheviques que fizeram a revolução na Rússia em 1917 e formariam a União Soviética em 1922. Mas demoraria quase 30 anos até que chegassem ao poder.

Só em 1949, com uma guerra entre nacionalistas e comunistas, o partido fundou a República Popular da China e assumiu o controle da porção continental do país. Os nacionalistas ficaram restritos à ilha de Taiwan, de onde clamam, até hoje, ter a legitimidade sobre toda a China.

Com Mao Tsé-Tung no poder, a China comunista passou por difíceis anos de fome coletiva e fortíssima repressão a dissidentes. Somando a Revolução Cultural e a crise alimentar, dezenas de pessoas morreram, sobretudo entre os anos 1950 e 1960. Ainda assim, a imagem de Mao é cultuada pelo Partido Comunista até os dias atuais.

Bandeira do Partido Comunista da China pouco antes de evento que marca os 100 anos da agremiação, nesta quinta (1º) em Pequim — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Bandeira do Partido Comunista da China pouco antes de evento que marca os 100 anos da agremiação, nesta quinta (1º) em Pequim (Foto: Reprodução)

Já na década de 1970, a China comunista se aproximou dos EUA após romper com a União Soviética. A industrialização se acelerou, e logo a economia chinesa se transformou em uma das maiores do mundo até passar a rivalizar com a americana neste século XXI.

Com Xi Jinping no poder, a China expandiu pretensões geopolíticas buscando maior influência no mundo. Chegou a entrar em uma “guerra comercial” com os Estados Unidos durante o governo Donald Trump, com imposições mútuas de tarifas. Atualmente, já com Joe Biden na Casa Branca continua sob tensão com os americanos por disputas nas águas do Mar da China e por questionamentos sobre a origem da Covid-19.

Fonte: Yahoo!

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