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As condições do El Niño já estão em curso no Pacífico tropical, com um aumento acentuado da temperatura da superfície do mar nos últimos meses. E, nesta sexta-feira (3), a Organização Meteorológica Mundial (OMM), afirmou que o fenômeno e deve evoluir rapidamente para um evento forte entre este mês de julho e setembro e atinja o pico entre novembro e fevereiro.
A previsão é que o El Niño continue se fortalecendo durante o outono do Hemisfério Norte, influenciando diversas regiões do planeta. Ao mesmo tempo, prevê-se que a bacia equatorial do Oceano Atlântico permaneça, em geral, mais quente do que a média.
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A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, alertou em comunicado que o fenômeno eleva as chances de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.
De acordo com Saulo, a OMM lançou uma grande mobilização para coordenar ações em todo o sistema das Nações Unidas e em nível regional. Isso inclui apoio a governos, organizações humanitárias e setores sensíveis ao clima – como agricultura e saúde, e populações vulneráveis para se prepararem para os possíveis impactos.
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“O El Niño é um episódio caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Ao pensar em Brasil, o El Niño é marcado por muita chuva na região Sul e seca no Nordeste. Durante o La Niña, o clima é mais seco e frio no Sul e tem mais chuva no Nordeste. Eles são fenômenos opostos”, explica o gerente sênior de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), André Ferretti.
A OMM classifica os eventos de El Niño em fracos, moderados, fortes e muito fortes. O termo “super El Niño” não faz parte da classificação operacional oficial da organização e, portanto, não é utilizado em seus produtos oficiais.
Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño vem mudando cada vez mais o clima do planeta, que já está mais quente que no passado, efeito do avanço das mudanças climáticas. Mesmo quando são considerados fracos ou moderados, esses eventos acontecem em um mundo mais aquecido e acabam aumentando o risco de extremos.

Fonte: Um Só Planeta