Mundial de Clubes ampliado vai estimular a competição, afirma presidente da Fifa

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O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, avaliou nesta quinta-feira em entrevista à AFP que um Mundial de Clubes ampliado estimulará a competição internacional entre os clubes.

“Estamos focando a competição no Mundial de Clubes, por exemplo, para ter não apenas um clube presente de cada confederação, mas mais participação, porque precisamos estimular o futebol de clubes no mundo inteiro”, disse Infantino no Catar, nesta quinta-feira, antes da final entre o Tigres do México e o Bayern de Munique no Mundial de Clubes.

“Já decidimos que o novo Mundial de Clubes terá 24 equipes de diferentes continentes”, lembrou.

“Ainda teremos que encontrar o espaço certo para o novo Mundial de Clubes com 24 times. Evidentemente não é um desafio fácil neste período (…) Se tivermos que esperar mais um ano, o faremos”, insistiu Infantino.

O calendário foi realmente abalado devido à pandemia de coronavírus e às restrições sanitárias que ocorreram no mundo todo.

Neste ano, serão realizados dois Mundiais de Clubes, a edição 2020, realizada no Catar de 4 a 11 de fevereiro após o adiamento devido à pandemia, e a de 2021, marcada para acontecer no Japão em dezembro.

Verdadeiro desafio

Em 2021, um renovado e lucrativo Mundial de Clubes seria disputado na China, com 24 times, incluindo oito europeus. Mas a competição aumentada só poderá ser realizada numa data posterior, após o adiamento da Eurocopa e da Copa América, inicialmente previstas para 2020, para os meses de junho e julho deste ano.

Fifa e Uefa agem com discrição para reformular o calendário dos clubes, numa altura em que os grandes da Europa se sentem tentados a lançar a sua própria “Superliga”, fechada e muito lucrativa.

Além do Barcelona, o primeiro clube a validar publicamente essa ideia em outubro passado, o Real Madrid e o Manchester United são frequentemente citados como outros grandes apoiadores do projeto, que levaria grande parte dos direitos televisivos, fonte de renda de órgãos e clubes modestos, ampliando assim gradativamente as diferenças econômicas e esportivas.

Daí a intenção dedicada aos clubes por parte da Fifa, há muito tempo focada em seu Mundial, e no futebol de seleções.

“O verdadeiro desafio para o futuro será o calendário dos jogos internacionais, o equilíbrio a ser encontrado entre o futebol de seleções e o futebol de clubes, que sofre ainda mais agora, nesta época de covid”, avaliou Infantino.

Já a Uefa está preparando uma nova fórmula para a Liga dos Campeões a partir de 2024, com 10 jogos de cada equipe na fase de grupos no lugar dos seis atuais, o que aumentaria as receitas e saturaria ainda mais o calendário dos jogadores.

Ajuda concreta

A menos de dois anos da próxima Copa do Mundo, no Catar, o dirigente da Fifa reconheceu que a questão das restrições sanitárias e da vacina podem afetar os preparativos para o torneio que vai ocorrer de 21 de novembro a 18 de dezembro de 2022.

“Temos que ver como será a situação nesse momento, é muito difícil prever agora o que será”, disse ele. “Temos dois anos para voltar a uma espécie de normalidade”.

Enquanto o Catar anunciou na semana passada que sua Copa do Mundo será realizada com estádios abertos a 100% da capacidade, Infantino está preparado para que a Fifa dê uma ajuda concreta, principalmente na vacinação, para permitir a presença de torcedores estrangeiros.

“Se alguns países têm dificuldade de acesso às vacinas, apesar dos esforços da Organização Mundial da Saúde, então pode-se pensar em ajudar (esses países) de forma concreta com projetos antes da Copa do Mundo”, explicou Infantino.

“Mas, insisto, o torneio é daqui a dois anos, acredito e espero sinceramente que todos que quiserem se vacinar assim o estejam (…) 100% de segurança não existe mas podemos chegar muito perto disso”, concluiu o dirigente.

Fonte: Yahoo!

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