Morador de rua é preso após ofender funcionários de serviço social com frases racistas em Boituva

Um morador de rua foi preso depois de ofender, com frases racistas, funcionários do Serviço de Obras Sociais (SOS) de Boituva, no interior de São Paulo.

O crime aconteceu na quarta-feira (16), dentro da organização que atende pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica e presta serviços à prefeitura da cidade.

As vítimas contaram à polícia que a primeira ofensa foi feita pela manhã, quando o homem de 50 anos foi ao SOS, solicitando atendimento para agendar a segunda via do RG, mas disse a um funcionário negro que “não queria ser atendido por preto”.

Segundo o boletim de ocorrência, durante o atendimento, o morador de rua também ofendeu outra funcionária, dizendo que “se tivesse de botina, ele iria chutar a boca dela”.

Ainda conforme as vítimas contaram à Polícia Civil, horas mais tarde, o homem voltou ao SOS e pediu assistência para conseguir uma passagem de ônibus para Sorocaba. No entanto, a funcionária informou que não seria possível fornecê-la na mesma hora por conta das burocracias.

A mulher contou à polícia que, na sequência, o morador de rua disse que “gente da sua cor, gente da África, desses lugares, gostam de briga”. Ao pedir respeito, ela afirmou que o homem ainda respondeu: “você entende português ou quer que eu fale no seu idioma?”.

A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e o homem foi preso em flagrante por injúria racial. Ele ficou detido na delegacia de Boituva e foi liberado após audiência de custódia nesta quinta-feira (17).

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi concedida a liberdade provisória ao homem, mas ele terá que comparecer a todos os atos processuais e não poderá frequentar “lugares de má reputação, tais como bares, bordéis, casas de jogos e diversões noturnas”.

Além disso, o TJ informou que o morador não vai poder sair da cidade por mais de dez dias sem autorização judicial e deverá ficar recolhido em casa no horário noturno.

Ainda conforme o Tribunal de Justiça, “há indicativos de que se trata de pessoa com problemas mentais”, por isso, ele ficou obrigado a comparecer ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas para tratamento.

Fonte: G1