Missão da SpaceX pousa no Oceano Atlântico depois de três dias na órbita da Terra

A Inspiration4, histórica missão espacial de 3 dias orbitando a Terra, chegou ao fim neste sábado (18), por volta das 20h (horário de Brasília), com o pouso da nave Dragon no Oceano Atlântico. A SpaceX e seu dono, Elon Musk, tomam a dianteira na “corrida” bilionária da exploração do turismo espacial.

Pouso da nave da SpaceX no Oceano Atlântico — Foto: Reprodução/Twitter
Pouso da nave da SpaceX no Oceano Atlântico (Foto: Reprodução/Twitter)

A Dragon aterrisou na costa da Flórida, amortecida por quatro paraquedas. Minutos depois, a cápsula foi retirada da água e colocada em uma plataforma marítima, até finalmente comportas da cabine serem abertas para a saída dos quatro tripulantes, que chegaram com segurança.

Tripulantes esperam para sair da nave da SpaceX depois do pouso no Oceano Atlântico — Foto: Reprodução
Tripulantes esperam para sair da nave da SpaceX depois do pouso no Oceano Atlântico (Foto: Reprodução)

Um a um, os viajantes foram saindo da nave, amparados pela equipe de resgate da SpaceX. Os quatro foram diretamente para uma bateria de exames médicos na própria plataforma.

Dra. Sian Proctor, pilota da missão Inspiration4, saindo da cápsula Dragon — Foto: Reprodução
Dra. Sian Proctor, pilota da missão Inspiration4, saindo da cápsula Dragon (Foto: Reprodução)

Depois dos três dias em órbita, a nave começou a preparação para o retorno. Primeiro, se livrou do “porta-malas” que estava acoplado à cabine dos tripulantes. Em seguida, girou 180 graus, inclinando-se para alcançar a rota correta e reentrar na Terra. Ao passar pela atmosfera, foram abertos os paraquedas, que ampararam a descida até o Oceano Atlântico.

A viagem Inspiration4 deu voltas na Terra numa velocidade 22 vezes maior que a do som. A missão é um marco no turismo espacial por pelo menos dois motivos:

  • tem a primeira tripulação só de civis a alcançar a órbita da Terra – não há nenhum astronauta profissional a bordo;
  • são os humanos que chegaram mais longe desde o programa Apollo, da Nasa, que levou o homem à Lua e foi encerrado nos anos 70.

Não à toa, Elon Musk, que não faz parte da tripulação, foi cumprimentado por seus “rivais”.

Richard Branson, da Virgin Galactic, que pode ser chamado de pioneiro do turismo espacial por ter feito um voo apenas 2 meses antes, escreveu: “Parabéns a Elon Musk e a tripulação SpaceX Inspiration4 por alcançar a órbita, outro grande momento para a exploração espacial”.

Isso porque, apesar de ser o primeiro, o voo de Branson, feito em um misto de avião com foguete, não chegou à órbita da Terra, sendo chamado de suborbital. O mesmo aconteceu com Jeff Bezos, em agosto, a bordo da nave da sua empresa Blue Origin.

Se não foi o pioneiro, Bezos marcou por sua tripulação ser a primeira sem astronautas profissionais. E também por ter a pessoa mais jovem e a mais velha a irem ao espaço.

Mas cabe à empresa de Musk o feito do voo mais longo com civis, que foi além da distância do telescópio Hubble e da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), alcançando velocidade 22 vezes maior que a do som, enquanto os demais não passaram nem uma hora nos voos suborbitais.

É preciso ainda vencer o último desafio, da volta com sucesso.

Famoso por suas polêmicas, o dono da SpaceX e da fabricante de carros elétricos Tesla não deu muitas declarações sobre a missão até agora, passando a maior parte do tempo retuitando posts do perfil da missão.

Musk se disse honrado por ter desejado boa viagem à tripulação, no local da decolagem; na quinta (16), informou ter falado com a equipe no e que tudo corria bem. E, nesta sexta (17), se “desculpou” porque o time estava comendo pizza fria no espaço.

“Sinto muito que estava fria. Na próxima, a (cápsula) Dragon terá aquecedor de comida e wi-fi grátis”, brincou o empresário.

Fonte: G1

Scroll Up