Manifestações contra EUA marcam um ano da morte do general Soleimani no Iraque

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Milhares de pessoas protestaram na madrugada deste domingo (3) contra os Estados Unidos no aeroporto de Bagdá, capital do Iraque, o mesmo local onde o general iraniano Qassem Soleimani e um tenente foram mortos, em um ataque americano, há um ano. Também houve uma manifestação no centro da cidade durante o dia neste domingo.

Soleimani foi morto na madrugada de 3 janeiro de 2020 no Iraque (noite do dia 2 nos EUA) por um ataque com drone em uma operação ordenada pelo presidente americano Donald Trump. Segundo os Estados Unidos, o general era “um alvo militar legítimo”.

O ataque desencadeou em uma crise sem precedentes entre os EUA e o Irã, inclusive com o disparo de mísseis a bases usadas pelos norte-americanos em território iraquiano. No funeral do militar, mais de 50 pessoas morreram pisoteadas.

O general Qassen Soleimani liderava desde 1998 a Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária, e era apontado como um dos homens mais poderosos do Irã e cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país. Sob liderança dele, o Irã reforçou o apoio ao Hezbollah, no Líbano, e outros grupos militantes pró-iranianos.

O aniversário de um ano da morte de Soleimani foi marcado por uma marcha pela rodovia que leva até o aeroporto internacional de Bagdá. Segundo a agência de notícias Al Jazeera, a rodovia foi bloqueada para carros.

No ato, apoiadores de grupos paramilitares iraquianos carregavam fotos e imagens do general e de Abu Mahdi al-Muhandis – que também foi morto no ataque americano e era líder da Forças de Mobilização Popular (PMF), um grupo de milícias iraquianas apoiadas por Teerã. No centro de Bagdá, os apoiadores da PMF gritaram slogans contra os EUA, de acordo com a AFP.

Segundo a Al Jazeera, um dos objetivos dos protestos é que o governo iraquiano pressione os americanos para que retirem os soldados restantes do país.

Manifestantes acendem velas no aeroporto internacional de Bagdá no aniversário de um ano da morte do general Qassem Soleimani e de um comandante de um grupo paramilitar iraquiano — Foto: Khalid Mohammed/AP
Manifestantes acendem velas no aeroporto internacional de Bagdá no aniversário de um ano da morte do general Qassem Soleimani (Fotos: Reprodução)

Escalada das tensões

Em dezembro, o chefe das forças americanas no Oriente Médio, general Frank McKenzie, disse que os Estados Unidos estão “prontos para reagir” caso o Irã realize algum ataque por ocasião do primeiro aniversário da morte do general.

Na sexta-feira (1º), o chefe da Autoridade Judicial do Irã, Ebrahim Raïssi, afirmou que os autores do assassinato do general Soleimani “não estariam seguros em nenhum lugar”, segundo a RFI. No dia seguinte, o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, general Hossein Salami, ameaçou retaliar “qualquer ação do inimigo”, referindo-se às crescentes tensões com os Estados Unidos.

No sábado (2), Zarif, que é ministro das Relações Exteriores do Irã, fez um apelo ao presidente americano para que ele não caia em uma “armadilha” de um suposto plano israelense para provocar uma guerra por meio de ataques às forças norte-americanas no Iraque. A declaração vem em um momento em que as tensões entre os países voltam a subir.

Washington culpa milícia apoiada pelo Irã pelos ataques regulares de foguetes contra instalações norte-americanas no Iraque, incluindo perto da embaixada dos EUA. Nenhum grupo conhecido apoiado pelo Irã assumiu a responsabilidade.

No aeroporto internacional de Bagdá, um ato marcou o aniversário de um ano da morte do general iraniano — Foto: Khalid Mohammed/AP
No aeroporto internacional de Bagdá, um ato marcou o aniversário de um ano da morte do general iraniano (Foto: Reprodução)

Fonte: Yahoo!

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