Mãe busca justiça após filha de 6 anos ter sido abusada pelo marido da avó, em Pardinho; após crime estuprador mudou-se para Botucatu

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Uma mãe busca por justiça após sua filha de 6 anos, deficiente intelectual, ter sido violentada pelo seu padrasto, marido da sua mãe, no ano passado, na cidade de Pardinho, na região de Botucatu.

A mulher entrou em contato com a redação do Jornal Leia Notícias para contar seu drama após ter descoberto que sua filha sofreu abusos sexuais na casa da avó. O estuprador, de 53 anos, era alguém da confiança da família.

A vítima contou sobre os abusos para o irmão mais velho que acabou contando para mãe. Depois, a menina confirmou toda a história para a mãe.

A menina que sofre de epilepsia e tem transtorno de aprendizagem relatou que o “avô” deitava com ela na cama e embaixo da coberta passava as mãos em sua genitália e no seu bumbum. Ele também pedia que ela pegasse em seu pênis.

Os abusos tiveram inicio em março, quando mãe foi para a maternidade ter o filho caçula. Os estupros foram confirmados por exames. A vítima tinha laceração anal, porém não houve o rompimento do hímen.

A criança relatou que o abusador contou para a avó após o estupro. A mulher colocou a menina no banho que chorou de dor pelas lesões no ânus.

Ao saber do pesadelo vivido pela filha, a mãe fez a denúncia na Polícia. A vítima foi encaminhada para a Unesp onde o abuso foi confirmado.

A avó soube da denúncia quando o marido foi intimado. Mesmo sabendo do abuso, a mulher ficou do lado do marido e ameaçou a filha por telefone.

O estuprador e a mulher saíram de Pardinho e vieram morar em Botucatu, na região da Vila Paulista. Sem a localização exata do estuprador que permanece impune, o processo segue parado.

De acordo com a denunciante, ele não trabalha e vive sustentado pela avó da vítima.

Converse com a criança sobre as partes íntimas do corpo

As crianças precisam saber nomear corretamente as partes do corpo e identificar o que é íntimo, para assim, poderem relatar aos pais quando algo fora do comum acontecer. Ensine ao seu filho o nome correto de todas as partes do corpo e explique sobre as partes íntimas, ensinando que ninguém poderá tocar nessas regiões e nem vê-las, apenas os pais quando forem dar banho ou trocar de roupa.

Explique sobre os limites do corpo

Ensine a criança a não permitir que ninguém toque as suas partes íntimas, ou ainda, que ela não toque nas partes íntimas de nenhuma pessoa, seja ela conhecida ou desconhecida. Alerte a criança para possíveis artimanhas usadas pelos abusadores, como trocar carícias por doces, apresentar um “cachorrinho” e assim por diante.

Incentive a criança a conversar com você

É preciso que o seu filho se sinta seguro para lhe contar qualquer coisa, inclusive uma situação de abuso. Muitas vezes, os abusadores pedem às crianças para manterem o ocorrido em segredo, seja ameaçando-a ou de maneiras lúdicas.

Se o seu filho for ensinado que segredos não são coisas boas e que ele sempre poderá (e deverá) contar a você tudo o que acontece, será mais fácil de identificar uma situação de abuso. Lembre-se que essa relação de confiança é muito importante e, por isso, a criança NUNCA deverá ser punida, criticada ou castigada por contar qualquer coisa sobre o seu corpo.

Saiba com quem seu filho anda e o que ele está fazendo

Muitos dos casos de abuso infantil acontecem quando uma criança passa horas sozinha com um adulto, que pode ser um membro da família ou um conhecido. Por isso, saiba o que seu filho está fazendo mesmo na sua ausência.

Se for preciso deixá-lo por horas com um adulto ou um adolescente responsável, tenha meios de vigiá-los por um tempo para saber como é esta relação. O melhor é sempre preferir situações nas quais seu filho integre-se a um grupo, pois isso dificulta a ação de abusadores.

Porém, tente saber sobre as pessoas que cuidarão da criança mesmo nesses casos. Por exemplo, se você for inscrever seu filho em um acampamento, saiba quem são os monitores e qual preparo eles possuem para prevenir e reagir contra um possível abuso.

Analise a reação da criança

Muito importante: sempre analise a reação da criança. Se ela demonstra não ter afeição por alguém próximo, que ela teoricamente deveria desenvolver afeto, tente entender o motivo.

Identifique os possíveis sinais de um abuso

Embora não seja fácil notar os sinais físicos de um abuso sexual, é possível que a criança tenha alterações no seu comportamento, como: irritação, ansiedade, dores de cabeça, alterações gastrointestinais frequentes, rebeldia, raiva, introspecção ou depressão, problemas escolares, pesadelos constantes, xixi na cama e presença de comportamentos regressivos (por exemplo, voltar a chupar o dedo). Outro sinal de alerta é quando a criança passa a falar abertamente sobre sexo, de forma não-natural para a sua idade, física e mental.

Se você notar algum desses sinais, tome cuidado com a sua reação, porque ela poderá fazer com que a vítima se sinta ainda mais culpada. O importante é oferecer apoio à criança, escutando o que ela tem a dizer e não duvidando da sua palavra. Busque ajuda e orientação profissional para que o seu filho consiga falar sobre o ocorrido e lidar com o fato.

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