14 de julho, 2026

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Jornalista botucatuense morre após carreira em grandes veículos de imprensa do país

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Natural de Botucatu, profissional construiu carreira de mais de quatro décadas em grandes veículos do país e deixou legado também na literatura, poesia e artes plásticas.

O jornalista botucatuense José Guilherme Rodrigues Ferreira, conhecido por colegas e amigos como Zé Guilherme, morreu nesta terça-feira (14), aos 67 anos. A causa da morte não foi divulgada.

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Nascido em Botucatu, ele construiu uma trajetória de mais de quatro décadas no jornalismo brasileiro e se tornou uma das principais referências da imprensa no Vale do Paraíba, onde viveu desde o fim dos anos 1970.

Formado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), José Guilherme passou por algumas das principais redações do país.

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Ao longo da carreira, trabalhou em veículos como O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, Agência Estado, Agência Folha, TV Globo, Globo Rural, Jornal da USP e Diário do Comércio.

Exerceu diferentes funções dentro das redações, atuando como repórter, editor, chefe de reportagem, produtor, diagramador e editor-chefe.

A experiência acumulada ao longo dos anos também fez dele uma referência para novas gerações. José Guilherme participou da formação de dezenas de jornalistas que atualmente trabalham em veículos de comunicação da região e de outras partes do país.

Nos últimos anos, atuava como diretor de Jornalismo e colunista do portal SPRioMais, onde continuava produzindo reportagens e análises sobre cultura, história, desenvolvimento regional e temas do cotidiano.

De Botucatu para São José dos Campos

Embora tenha nascido em Botucatu, José Guilherme adotou São José dos Campos como lar ainda no fim da década de 1970.

Morador do Jardim das Indústrias, criou forte ligação com a cidade e tornou-se uma figura reconhecida no jornalismo regional.

Nas redes sociais, compartilhava momentos da rotina, registros de sua biblioteca, experiências gastronômicas e imagens da paisagem observada de seu apartamento.

O olhar atento presente nas publicações também marcava seus textos, nos quais combinava informação, memória e sensibilidade.

Escritor, poeta e artista plástico

A atuação de José Guilherme ultrapassou o jornalismo.

Ele também desenvolveu uma trajetória como escritor, poeta, pesquisador e artista plástico, com obras relacionadas à memória, às cidades, às viagens, à gastronomia, aos vinhos e à aviação.

Em 2024, lançou o livro de poemas “LOCI”, durante evento realizado no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos. A publicação reuniu textos inéditos e produções escritas ao longo de várias décadas.

Entre suas obras estão:

  • São José dos Campos, várias rotas, um destino;
  • Asas pra que te quero – Instituto Tecnológico de Aeronáutica 1950–2020;
  • O almofariz de Deméter – breve geografia de vinhos, afeições, alimentos e apetites;
  • Vinhos no mar azul – viagens enogastronômicas.

O último título recebeu reconhecimento internacional na França com o Best World Cookbook Awards.

José Guilherme deixa um legado construído entre o jornalismo, a literatura e as artes. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a informação, pela valorização da cultura e pela contribuição à formação de profissionais da imprensa.

Com CBN Vale

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