Joaquín Guzmán e ex-ministro são investigados no México por operação dos EUA

Joaquín “El Chapo” Guzmán e o ex-ministro da Segurança Genaro García Luna, ambos presos nos Estados Unidos, são investigados no México por uma operação encoberta dos Estados Unidos para introduzir armas no país, informou a Procuradoria-Geral mexicana.

Um juiz federal expediu ordens de prisão contra sete pessoas, entre elas Guzmán e García Luna, no âmbito de uma operação chamada “Rápido e Furioso”, por meio da qual, entre 2006 e 2011, os Estados Unidos introduziram ilegalmente mais de 2.000 armas no México, a fim de rastrear se as mesmas chegariam às mãos de grupos criminosos e seus líderes e, dessa forma, obter a sua captura.

A investigação da Justiça estabeleceu que “essas armas não apenas foram introduzidas ilegalmente no país, mas também foram utilizadas em diversos atos criminosos” no México.

A ordem de prisão contra Guzmán, García Luna e os outros cinco citados foi motivada “por sua participação no caso, chamado Rápido e Furioso. Não foram divulgados detalhes de como eles participaram da operação, que irritou o governo mexicano e que a Procuradoria-Geral chamou de “absolutamente ilegal e inadmissível”.

Guzmán foi extraditado para os Estados Unidos em 2017, e em 2019 foi condenado à prisão perpétua por um juiz federal de Nova York. García Luna, que foi secretário de Segurança de 2006 a 2012, foi preso no estado do Texas em dezembro de 2019, sob a acusação de supostos vínculos com o cartel de Sinaloa. Ele aguarda julgamento.

Os Estados Unidos também investigam a operação. As armas foram introduzidas no México à medida que a violência relacionada ao tráfico de drogas aumentava. Segundo dados oficiais, mais de 300.000 pessoas foram assassinadas no México desde 2006, quando o governo lançou uma operação militar antidrogas polêmica.

Fonte: Yahoo!