Anúncios
Nos últimos dias, incêndios florestais que se alastram pelo sul da Europa forçaram milhares de pessoas a deixarem suas casas e levaram as autoridades a proibir a presença de espectadores em uma etapa do Tour de France. As autoridades locais fecharam o trecho de Trevillach ao público para facilitar o acesso das equipes de emergência à área.
O prefeito regional, Pierre Regnault de la Mothe, ordenou aos espectadores to torneio ciclístico que “não se aproximassem do trajeto nem da área de chegada” da terceira etapa da corrida, que atravessa os Pireneus da Espanha para a França. Ele afirmou que o acesso seria “restrito apenas à passagem dos ciclistas e dos veículos essenciais à prova”.
Anúncios
Nas encostas remotas da cadeia de montanhas que divide os dois países, bombeiros lutam para conter o incêndio florestal fora de controle que já devastou 5.000 hectares e provocou a evacuação de mais de 10.000 pessoas.
A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (6) o envio de quatro aeronaves de combate a incêndios para a França, provenientes do Chipre e da Suécia, para auxiliar os bombeiros na região da cidade de Perpignan. “Nesta manhã, as condições estão se deteriorando novamente”, disse o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez. Com incêndios florestais ocorrendo agora em cinco departamentos, neste ano já foi queimado o dobro da área jem comparação com o mesmo período do ano passado.
Anúncios
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_7d5b9b5029304d27b7ef8a7f28b4d70f/internal_photos/bs/2026/m/e/RmRm7dTcKzVN9JQT592w/gettyimages-2284294669.jpg)
Na região de Vouzela, no centro de Portugal, mais de 1.200 bombeiros, apoiados por cerca de 400 veículos e 15 aeronaves, tentavam extinguir um incêndio que começou na quinta-feira e havia consumido uma área de 13.000 hectares até domingo.
Grandes incêndios também destruíram centenas de hectares de floresta e vinhedos na ilha croata de Hvar e em Tale, na Albânia. Na Grécia, as chamas atingiram duas fábricas na cidade de Tessalônica, no norte do país.
Os incêndios na Europa ocorrem após uma onda de calor em maio e outra em junho, que quebraram recordes de temperatura em toda a Europa Ocidental, causaram milhares de mortes em excesso e deixaram vastas áreas de terra particularmente vulneráveis ao fogo.
“As mudanças climáticas já chegaram, estamos vivendo as consequências e é apenas o início de julho”, disse o chefe dos bombeiros de Pyrénées-Orientales, Eric Belgioino, reporta o The Guardian.

Fonte: Um Só Planeta