16 de maio, 2026

Últimas:

Grevistas da Unesp fazem ato pelas ruas de Botucatu contra reajuste de 1,5%

Anúncios

A fria manhã de ontem, 5, foi de barulho por algu­mas ruas na região central de Botucatu. Mais de 150 pessoas, entre servidores técnico-administrativos, professores e alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em greve, promoveram manifesta­ção contra a proposta de aumento salarial de 1,5% apresentada pela Reitoria.

O ato teve início no Largo da Catedral, com a concen­tração dos grevistas para debater os rumos da mobi­lização. Na sequência, uma passeata percorreu diver­sos pontos da região Cen­tral, como a Avenida Dom Lúcio e Rua Amando de Barros. Pequenas manifes­tações ocorreram em fren­te à Câmara Municipal e na Praça Emílio Pedutti. Em nenhum momento o trânsi­to ficou comprometido.

Anúncios

Com cartazes que tra­ziam reivindicações como reajuste maior do que o apresentado pela reitoria, melhoria na infraestrutura educacional, implantação de políticas de valorização profissional e de perma­nência estudantil, o ato também teve palavras de ordem quanto ao que cha­maram de falta de poder de investimento e “sucatea­mento” do ensino superior público.

Tanto professores, quan­to servidores técnico-ad­ministrativos, estão oficial­mente em greve desde 27 de maio, quando rejeita­ram a proposta oferecida pelo Conselho de Reitores das Universidades Estadu­ais Paulistas (Cruesp) – que engloba ainda a Universi­dade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) –

Anúncios

onde prevê o reajuste sala­rial de 1,5%.

O valor é considerado insuficiente por ambas as categorias, já que seria necessário, conforme es­timativa da entidade, au­mento superior a 16% para o alinhamento nos venci­mentos comparativamen­te com os funcionários das outras duas universidades públicas estaduais, Univer­sidade de São Paulo (USP) e Unicamp.

Outro ponto amplamen­te citado durante a mani­festação foi o imbróglio causado pelo pagamento do décimo terceiro salário dos servidores e profes­sores regidos em sistema autárquico. O crédito do direito trabalhista só ocor­reu por causa de intensa negociação e ordem judi­cial. Para que isso ocor­resse, a própria reitoria da Unesp afirmou que com­prometeria o orçamento de 2018.

Rosana Bicudo, do Sin­dicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), res­salta que as negociações entre a categoria e reitoria estão paradas e sem pers­pectiva de retomada nos próximos dias.

“Tínhamos uma reunião avaliativa e de negociação com a reitoria marcada para o dia 30 de maio, mas ela foi cancelada devido a problemas que ocorreram na Unicamp e também com

a paralisação dos caminho­neiros e a falta de combus­tíveis. Mas a universidade não agendou, ou mesmo se dispôs a reagendar, uma nova rodada de negocia­ção”, frisou.

Os comandos de greve tanto voltarão a se reunir na manhã desta quarta-fei­ra, 6, para avaliar os rumos da paralisação.

Não são descartados, conforme salientam as di­reções de Sintunesp e da AD Unesp, novos atos e manifestações no câmpus de Rubião Júnior e na Fa­zenda Experimental do La­geado, bem como, na área urbana de Botucatu.

A Unesp conta com mais de 3.700 professores nas mais de 34 unidades insta­ladas em 24 cidades paulis­tas. Fornecem suporte às atividades de ensino, pes­quisa e extensão da uni­versidade mais de 6.700 funcionários.

Os 136 cursos de gradu­ação contam com 33 mil alunos e nos programas de pós-graduação mais de 14 mil alunos estão inscritos.

Fonte: Jornal Leia Notícias Por Flávio Fogueral

Talvez te interesse

Últimas

Anúncios Imagens de câmeras de segurança registraram caminhonete puxando estruturas com uso de corda no Jardim Paraíso, causando riscos no...

Categorias