Grávidas usam maconha para amenizar enjoos e causam polêmica nos EUA

De acordo com a Associação Médica Americana, a utilização de maconha (e de qualquer tipo de produto derivado da planta) durante os meses de gravidez pode causar sérios problemas. “O uso de maconha durante a gravidez e o aleitamento traz potenciais riscos à saúde”, afirmou a instituição. Ainda assim, uma série de mulheres que esperam bebê está contrariando tal informação sob o pressuposto de que os medicamentos receitados para a diminuição da sensação de enjoo são ainda mais prejudiciais à saúde.

Em matéria realizada pela revista Vice, algumas gestantes que fazem o uso da substância deram depoimento. “Eu tinha enjoos matinais e sei que é normal que mulheres percam peso com isso. Eu não gostava da ideia de o meu bebê crescer sem nutrientes, então fumei maconha para ajudar no meu apetite e ter certeza de que não estava desperdiçando o que estava comendo”, confessou uma delas.

Apesar das informações oficiais recolhidas pela associação, pessoas que defendem o consumo de maconha utilizam um estudo realizado em 1994, na Jamaica, que descreve não haver nenhuma mudança no desenvolvimento dos fetos quando a mãe fuma a tão polêmica planta durante os meses de gravidez. No entanto, devido à restrita pesquisa ainda relacionada à erva, ainda não se pode afirmar com total certeza quais os efeitos.

Uma pesquisa feita pelo Departamento de Saúde Pública do Colorado registra, no entanto, que o THC pode ser transferido à criança via placente e amamentação. O mesmo estudo também relata afirmações mistas que dizem que a droga pode ser responsável por problemas de falta de concentração no início da vida de crianças que estiveram em contato com a substância durante o desenvolvimento.

Nos EUA, o uso da maconha como forma medicamento está aumentando gradativamente. No país, 23 dos 50 estados do país, incluindo Washington, legalizaram a droga para uso decicinal. Entre os sintomas da gravidez que seriam atenuados com a utilização do ‘remédio natural’ estariam enjoo matinal, ansiedade, perda de apetite, entre outros.

Fonte: Yahoo!