Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade, é executado em heliponto no Rio

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Fernando de Miranda Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, foi executado nesta terça-feira (10) no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O contraventor havia voltado de Angra dos Reis, na Costa Verde, de helicóptero. Quando caminhava para o carro, foi atingido por vários tiros na cabeça quando foi buscar o carro ao lado da empresa Heli-Rio, em uma emboscada.

Fernando Iggnácio — Foto: Reprodução
Fernando Iggnácio (Foto: Reprodução)

Ao longo da tarde, peritos analisaram o muro do estacionamento do heliporto – um ponto próximo a uma churrasqueira, onde o corpo de Iggnácio estava. Um terreno baldio também é colado ao heliporto.

A hipótese investigada é que um único atirador tenha fugido pelo terreno na Rua Serviente 6, quadra M, lote 3, paralela à Avenida das Américas, onde fica o heliporto. Uma escada foi achada no local.

A polícia também tenta conseguir imagens de câmeras que tenham registrado a fuga dos assassinos. Os investigadores apuravam na tarde desta terça a hipótese de apenas um atirador ter assassinado o contraventor.

Carro de Fernando Iggnácio ficou com marcas de tiros — Foto: Nicolás Satriano/G1
Carro de Fernando Iggnácio ficou com marcas de tiros (Foto: Nicolás Satriano/G1)
Corpo de Fernando Ignnácio ficou caído ao lado do carro — Foto: G1 Rio
Corpo de Fernando Ignnácio ficou caído ao lado do carro (Foto: G1 Rio)
Policiais conversam em heliporto na Zona Oeste onde Fernando Inácio foi morto — Foto: Leslie Leitão/G1
Policiais conversam em heliporto na Zona Oeste onde Fernando Inácio foi morto (Foto: Leslie Leitão/G1)
Heliporto onde Fernando Inácio foi morto — Foto: Leslie Leitão/TV Globo
Heliporto onde Fernando Inácio foi morto (Foto: Leslie Leitão/TV Globo)

Disputa sangrenta

Fernando Iggnácio Miranda disputa desde 1997 pontos de jogos de bicho e de máquinas caça-níqueis na Zona Oeste do Rio com Rogério Andrade, sobrinho de Castor.

A disputa entre Fernando Iggnácio e Rogério Andrade começou após o assassinato de Paulo Andrade, o Paulinho, em 1998, filho de Castor e escolhido como herdeiro.

Meses depois, a polícia identificou como autor dos disparos o ex-PM Jadir Simeone Duarte. Em depoimento, Duarte acusou Rogério de ser o mandante do crime.

Com a morte de Paulo, seu cunhado, Fernando Iggnácio, assumiu seu lugar na disputa. De acordo com investigações da polícia, desde a metade da década de 1990, Fernando Iggnácio controlaria a Adult Fifty, empresa que explorava caça-níqueis em toda a Zona Oeste. Em 1998, Rogério de Andrade teria fundado a Oeste Rio.

Investigações da Polícia Federal mostram que a disputa entre os dois, entre 1999 e 2007, resultou em 50 mortes.

No mesmo ano, a polícia deu início a uma operação para apreender caça-níqueis no estado. Os inimigos entraram em guerra e passaram a atacar as máquinas uns dos outros. Dos ataques passaram a assassinatos.

O próprio Rogério foi vítima de uma tentativa de assassinato em 2001, mas a arma do atirador falhou.

Em abril de 2010, outro golpe. O filho de Rogério de Andrade, um jovem de 17 anos, morreu num atentado na Barra. Em vez do pai, era o rapaz que dirigia o carro quando uma bomba explodiu.

8/4/2010 - Destroços dos carros tomam Avenida das Américas — Foto: Mauro Santos Ilva Araujo/VC no G1
8/4/2010 – Destroços dos carros tomam Avenida das Américas (Foto: Mauro Santos Ilva Araujo/G1)

Em 2007, Fernando Iggnácio foi preso pela Polícia Civil do Rio. Meses depois, Rogério Andrade foi pego pela Polícia Federal.

Naquele mesmo ano, Rogério Andrade e Fernando Iggnácio foram alvos da operação Gladiador, da Polícia Federal, que investigou o esquema da dupla e a corrupção de policiais no RJ.

Carro dos bombeiros chega em local onde Fernando Inácio foi assassinado — Foto: Nicolás Satriano/G1
Carro dos bombeiros chega em local onde Fernando Inácio foi assassinado (Foto: Nicolás Satriano/G1)

Fonte: G1

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