Anúncios
Até o dia 30 de maio, o Museu Histórico e Pedagógico “Francisco Blasi” (MuHP) recebe uma exposição que valoriza a contribuição da cultura indígena na formação do município. Mais do que um resgate histórico, a exposição propõe uma reflexão sobre a presença, a resistência e a continuidade dos povos indígenas ao longo do tempo, destacando a importância da valorização de sua ancestralidade e de seu papel na formação cultural do país.
Botucatu possui uma trajetória histórica que remonta a períodos muito anteriores à formação urbana conhecida atualmente. O próprio nome do município tem origem no tupi Ybytu-katu, que significa “bons ares”, expressão diretamente relacionada às características geográficas e à relação dos povos originários com o território.
Anúncios
Antes da colonização, diferentes etnias indígenas habitavam a região. Entre os marcos históricos, destaca-se a passagem do Caminho do Peabiru, uma rota ancestral que conectava o litoral atlântico ao interior do continente, alcançando a Cordilheira dos Andes. Elementos da paisagem local, como as Três Pedras, possivelmente serviram como pontos de referência nesses deslocamentos.
Os povos Caiuás, Caingangues e Oitis deixaram contribuições significativas para a formação do território, perceptíveis nos cursos d’água, nas trilhas, na toponímia e em diversos aspectos culturais da região.
Anúncios
O município também se destaca por ser a terra natal dos irmãos Orlando, Cláudio e Leonardo Villas Bôas, reconhecidos por sua atuação em defesa dos povos indígenas e pela contribuição na criação do Parque Indígena do Xingu, o primeiro do Brasil.
Mais informações:
Museu Histórico e Pedagógico “Francisco Blasi” – MuHP
Endereço: Rua General Telles, 1738 – Centro (Espaço Cultural)
Horário de visitação: terça a sábado, das 9 às 17 horas
Entrada gratuita
Classificação livre
Fonte: PMB – Foto: Divulgação