28 de maio, 2026

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LACLIMA debate negociações climáticas rumo à COP31

LACLIMA debate negociações climáticas rumo à COP31

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A LACLIMA realiza, no próximo dia 2 de junho, das 9h30 às 11h (horário de Brasília), o webinar "COP Talks: da COP30 à SB 64 – Caminhos para a Agenda Climática de 2026". O encontro integra a programação da Rio Nature & Climate Week e será realizado em formato online, reunindo especialistas para debater os principais desdobramentos da agenda climática internacional após a COP30, realizada em Belém, e os temas que devem orientar as negociações climáticas ao longo de 2026. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas com antecedência aqui.

A proposta do webinar é analisar como os resultados políticos e os legados da COP30 podem influenciar os debates do encontro intermediário da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que acontece em Bonn, na Alemanha, em junho, além de contribuir para a preparação da COP31, prevista para novembro de 2026, em Antalya, na Turquia.

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O seminário abordará temas centrais da agenda climática internacional de 2026, como a implementação de compromissos climáticos, adaptação, transição justa, financiamento, elaboração de roadmaps setoriais e o fortalecimento da participação da sociedade civil nas negociações internacionais. Os debates contarão com a contribuição de especialistas como Flávia Bellaguarda, Diosmar Filho e Francesca Dattesi.

Para André de Castro, diretor técnico da LACLIMA, o momento exige atenção à capacidade de transformar decisões políticas em resultados concretos. "Depois da COP30, um dos principais desafios passa a ser a implementação. A agenda climática internacional entra em uma etapa em que será cada vez mais necessário conectar decisões multilaterais com mecanismos reais de execução, financiamento e justiça climática. A Conferência de Bonn é um espaço importante para medir a capacidade dos países de avançarem nesse sentido", afirma.

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Na avaliação de Castro, temas como adaptação e transição justa devem ocupar um espaço cada vez mais estratégico nas negociações climáticas ao longo de 2026. "A adaptação deixou de ser um tema periférico. Hoje ela está diretamente ligada à proteção de territórios vulneráveis, à redução das desigualdades e à própria credibilidade do regime climático internacional. Ao mesmo tempo, cresce a compreensão de que não existe ação climática efetiva sem uma transição justa socialmente orientada", destaca.

O evento é voltado a organizações da sociedade civil, profissionais do direito, pesquisadores, estudantes, comunicadores, movimentos sociais, formuladores de políticas públicas e demais interessados em acompanhar os processos de negociação climática internacional.

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