Escola inaugurada em Chavantes recebe nome de menina morta por vizinho com 13 facadas

Foi inaugurada nesta sexta-feira (22) em Chavantes (SP), uma creche que leva o nome de Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, que foi morta com 13 facadas em janeiro de 2020, um crime que chocou a cidade.

O prefeito Márcio Burguinha (PSDB) explicou que decidiu pela homenagem porque a praça em que a menina estava antes de ser levada para o local em que foi morta, em uma área de mata na Fazenda Santana Nova, fica em frente da unidade de ensino infantil.

Escola é inaugurada nesta sexta-feira em Chavantes — Foto: Prefeitura/Divulgação
Escola é inaugurada nesta sexta-feira em Chavantes (Foto: Prefeitura/Divulgação)

“Além disso, os espaços públicos levam sempre nome de pessoas que pertencem a uma certa elite. A ideia é homenagear uma criança, de origem humilde, que foi vítima de um crime trágico”, explicou o chefe do Executivo de Chavantes.

Márcio disse ainda que a creche, com capacidade para receber 150 alunos a partir de agosto, teve sua construção iniciada há cerca de dez anos, mas enfrentou uma série de problemas, como rompimento de contrato.

Menina foi morta depois de sumir enquanto brincava em praça perto de casa em Chavantes — Foto: Arquivo pessoal
Menina foi morta depois de sumir enquanto brincava em praça perto de casa em Chavantes (Foto: Arquivo pessoal)

Relembre o caso

A criança sumiu em 10 de janeiro de 2020, quando saiu de casa para brincar em uma praça. Três dias depois, um vizinho da família, Aguinaldo Guilherme Assunção, de 49 anos, confessou que matou Emanuelle por vingança contra a mãe dela. Ele indicou onde havia deixado o corpo da menina.

Aguinaldo foi autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César após audiência de custódia. Na manhã de 15 de janeiro, ele foi encontrado morto dentro da cela com um lençol enrolado no pescoço. A morte do preso foi confirmada pela enfermaria, segundo boletim de ocorrência.

De acordo com o delegado responsável pelo caso na época, Gabriel Salomão, o inquérito sobre a morte de Emanuelle foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Por causa da morte do acusado, o MP pediu o arquivamento do caso.

A morte de Aguinaldo foi classificada como suicídio por inquérito policial aberto em Cerqueira César, em que foram ouvidas testemunhas e analisados laudos periciais, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP). O caso foi relatado à Justiça, que não pediu novas investigações.

Em nota, o Tribunal de Justiça informou que o inquérito policial sobre o assassinato de Emanuelle foi arquivado no dia 9 de dezembro de 2020 após a “apreciação do requerimento de extinção da punibilidade do autor”, o que significa o arquivamento em razão da morte do réu.

Fonte: G1