Enterrado vivo, cachorro que ficou internado em Botucatu é adotado e ganha uma nova família

O cachorro que foi resgatado após ser enterrado vivo em um terreno às margens da Rodovia Antônio Romano Schincariol, entre Boituva e Tatuí (SP), que ficou 50 dias internado e em tratamento em Botucatu, foi adotado e levado à capital paulista, onde vai morar com a nova família.

Antes de seguir para a São Paulo nesta segunda-feira (1º) com a equipe da União Protetora dos Animais (UIPA), que ajudou a cuidar dele por 51 dias, o Menino, como passou a ser chamado, também reencontrou o casal que o resgatou, o Messias e a Mônica.

“Tudo começou com eles. No dia 12 de setembro, eles tiveram a iniciativa, a sensibilidade de retornar para salvar o Menino. Após 51 dias, eles reencontraram o Menino e foi emocionante demais”, publicou a UIPA.

De acordo com Fernanda Nery, presidente da UIPA, o cachorro recebeu alta da clínica veterinária em Botucatu, mas precisa continuar fazendo tratamento em casa para curar o ferimento no pescoço.

No último dia 11, o Menino passou por uma nova cirurgia e precisou retirar uma das orelhas para refazer os enxertos no pescoço. No dia, o cãozinho teve uma parada cardíaca na cirurgia e “deu um susto” na equipe médica. No entanto, ele conseguiu passar pelo procedimento de quase cinco horas e ficou em recuperação.

Durante todo esse período, a UIPA fez campanhas para arrecadar doações e várias postagens para informar sobre o estado de saúde do cãozinho. Agora, nessa nova fase, o Menino ganhou um perfil no Instagram para que as pessoas possam continuar acompanhando a trajetória dele.


Enterrado vivo

O cachorro de aproximadamente 6 anos de idade, da raça Dachshund (conhecido como “salsicha”), foi encontrado por um casal de Itapetininga que transitava pela Rodovia Antônio Romano Schincariol, entre Boituva e Tatuí, no dia 12 de setembro. Ele estava com a cabeça para fora da terra e agonizava, segundo a associação, com um corte profundo no pescoço.

Desde então, o Menino foi resgatado e passou por vários procedimentos em uma clínica de Botucatu. Em um deles, foi usada parte da pele da pata para enxertar os ferimentos no pescoço, mas o cachorro contraiu uma bactéria e os enxertos não se adaptaram ao corpo do animal. Por isso, foi necessário fazer a nova cirurgia.

Depois que o cão foi encontrado enterrado vivo, um boletim de ocorrência por maus-tratos foi registrado no dia 14 de setembro e a Polícia Civil está investigando o caso.

Segundo o registro policial, os moradores que encontraram o cachorro viram uma pessoa com uma enxada nas mãos, na altura do quilômetro 28 da Rodovia Antônio Romano Schincariol, e pararam para verificar a situação.


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Conforme o BO, o casal fez perguntas ao homem, mas ele colocou a enxada no porta-malas do carro e saiu do local. Logo depois, os moradores encontraram um monte de terra com uma pequena parte da cabeça do cachorro.

Três dias depois do registro do boletim de ocorrência, a polícia localizou os suspeitos. Ao g1, o delegado responsável pelo caso, José Luiz Silveira Teixeira, contou que a mulher disse que o marido dela enterrou o cachorro pensando que o animal já estivesse morto.

Segundo o relato da mulher à polícia, o animal ficou ferido em uma briga com um pit bull e, por isso, tinha um corte profundo no pescoço.

Aos policiais, ela ainda informou que, depois da briga com o pit bull, o casal levou o cachorro ao veterinário, mas, por conta do preço estabelecido para o tratamento, retornou para casa e decidiu enterrar o animal.

Após o depoimento da esposa, o homem compareceu à delegacia de polícia, onde prestou depoimento e foi liberado.

O delegado afirmou ainda que aguarda os laudos veterinários para dar continuidade ao processo e que o homem será investigado em liberdade pelo crime de maus-tratos.


G1

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