Dólar fecha em leve queda, mas segue acima de R$ 3,20

O dólar mudou de rumo no final do pregão e fechou em queda nesta segunda-feira (22), com cautela dos investidores à espera de mais sinais sobre um aumento de juros nos Estados Unidos e do início do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

A moeda norte-americana terminou o dia em queda de 0,17%, vendida a R$ 3,2015, após chegar a R$ 3,2283 na máxima e R$ 3,1995 na mínima do dia, segundo a Reuters.  

em sessão marcada por baixo volume de negócios e cautela à espera de mais sinais sobre a política monetária nos Estados Unidos e do início do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, alta de 0,41%, a R$ 3,2203
Às 9h50, alta de 0,14%, a R$ 3,2118
Às 11h, alta de 0,3%, a R$ 3,2169
Às 11h49, alta de 0,14%, a R$ 3,2118
Às 12h20, alta de 0,42%, a R$ 3,2208
Às 13h20, alta de 0,49%, a R$ 3,2229
Às 14h09, alta de 0,44%, a R$ 3,2214
Às 14h59, alta de 0,324%, a R$ 3,2175
Às 16h09, alta de 0,009%, a R$ 3,2074

Yellen fará discurso em conferência de bancos centrais em Jackson Hole, nos EUA, na sexta-feira. Investidores buscam em suas palavras pistas sobre quando os juros norte-americanos voltarão a subir, possivelmente atraindo para a maior economia do mundo recursos aplicados em mercados emergentes.

“Se Yellen se ativer ao tom dos últimos discursos (de autoridades do Fed), a tendência é que o dólar se fortaleça. Há uma suspeita de que o mercado exagerou quando comprou a ideia de que os juros não subiriam neste ano”, disse à Reuters o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Corrêa.

No cenário local, as últimas etapas do processo de impeachment de Dilma monopolizavam as atenções, com o início do julgamento da presidente afastada marcado para quinta-feira (25). Segundo a Reuters, a expectativa é que o impeachment seja confirmado, mas operadores acreditam que o fato deve servir de gatilho para a volta de muitos investidores estrangeiros ao país.

“A proximidade do impeachment vai deixar nosso real mais atrativo no curto prazo”, escreveram analistas da corretora Lerosa Investimentos em nota a clientes.

Interferência do BC

Nesta manhã, o Banco Central vendeu novamente 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares. A estratégia tem como efeito segurar a queda do dólar frente ao real.

O BC vinha mantendo sua estratégia de vender diariamente 15 mil swaps reversos, desde que aumentou a oferta na semana passada. O reforço na intervenção contribuiu para tirar o dólar das mínimas em quase um ano atingidas neste mês.

Segundo a Reuters, declarações do presidente interino Michel Temer levaram alguns a apostar que o governo almejaria evitar quedas maiores do dólar, mas o presidente do BC, Ilan Goldfajn, tem defendido o respeito ao câmbio flutuante.

Fonte: G1

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