Dólar fecha em baixa nesta sexta, mas termina setembro no azul

O dólar fechou em baixa nesta sexta-feira (30), influenciado pela disputa para a formação da Ptax (taxa que serve de referência para uma série de contratos cambiais) e de olho no leilão de linha do Banco Central.

A moeda norte-americana recuou 0,11%, a R$ 3,2517, vendida a R$ 3,2547. 

Na semana, o dólar avançou 0,13%. No mês de setembro, acumulou alta de 0,69%. Em 2016, a moeda teve desvalorização de 17,6%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, queda de 0,31%, a R$ 3,2454
Às 9h30, queda de 0,05%, a R$ 3,2537
Às 10h09, queda de 0,49%, a R$ 3,2393
Às 10h49, queda de 0,35%, a R$ 3,244
Às 11h29, queda de 0,29%, a R$ 3,2459
Às 12h20, queda de 0,31%, a R$ 3,2453
Às 13h09, queda de 0,45%, a R$ 3,2408
Às 14h, queda de 0,30%, a R$ 3,2455
Às 14h59, queda de 0,51%, a R$ 3,2387
Às 15h39, queda de 0,25%, a R$ 3,2471
Às 16h29, queda de 0,02%, a R$ 3,2547

Cenário interno

O dia foi marcado por apostas para a formação da taxa Ptax, definida pelo BC todo último dia do mês.Os chamados investidores “vendidos” (que apostam na queda do dólar) reforçaram suas posições de baixa este mês, com mais apostas em um corte de juros pelo Banco Central, sobretudo depois que o órgão trouxe projeções dentro da meta para a inflação em 2017 e 2018.

“A pressão dessa Ptax está baixista [a favor de quem aposta no recuo da moeda]. Então os investidores vão trabalhar para minimizar ao máximo os prejuízos, já que a moeda estava com pressão compradora por causa da aversão ao risco desencadeada pelo Deutsche [Deutsche Bank, banco alemão]”, disse à Reuters o profissional de uma corretora nacional. “O vendidos estão rezando de joelhos para que o mercado não suba muito”.

Outra pressão de queda da moeda veio dos leilões de linha que o Banco Central fez na parte da tarde, com oferta de US$ 4 bilhões. Isso por causa do US$ 1,6 bilhão em dinheiro novo ofertados além dos US$ 2,4 bilhões para rolagem.

As declarações do presidente Michel Temer na manhã desta sexta também repercutiram no mercado de câmbio. “O mercado gosta quando fala sobre controle de gastos e sinaliza que as coisas estão sob controle”, comentou um gestor de renda fixa de uma corretora nacional à Reuters.

Cenário externo

A moeda norte-americana sofreu ainda influência da aversão ao risco externa, onde o dólar subia ante outras divisas. A moeda chegou inclusive a avançar ante o real ainda na primeira hora de negócios.

Tudo por causa da notícia da quinta-feira de que fundos clientes estavam desmontando posições mantidas no Deutsche Bank, o que reforçou as preocupações sobre a saúde do banco. O presidente-executivo da instituição, John Cryan, tentou nesta sexta tranquilizar sua equipe ao afirmar que o banco é sólido e tem mais de 20 milhões de clientes.

Os problemas no banco alemão foram desencadeados por uma multa de até US$ 14 bilhões imposta pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre negócios do banco com venda de títulos atrelados a hipotecas.

Véspera e acumulado

Na véspera, o dólar subiu 1,05%, cotado a R$ 3,2555. Na semana, acumula alta de 0,26% e no mês, de 0,81%. No ano, há desvalorização de 17,54%.

Fonte: G1

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