Dólar fecha em alta pelo 2º dia seguido, a R$ 3,43

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (10) pelo segundo dia seguido, voltando a R$ 3,43, em meio ao ambiente externo desfavorável e à cautela com o cenário político nacional. Ainda assim, a divisa acumulou queda de mais de 2% frente ao real na semana.

A moeda dos EUA encerrou a semana em alta de 0,81%, a R$ 3,431.

Na semana, o dólar acumulou queda de 2,66%. No mês de junho, o recuo é de 5,02%. No acumulado em 2016, o dólar tem desvalorização de 13%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h20, alta de 0,28%, a R$ 3,4129

Às 10h50, alta de 0,81%, a R$ 3,4311

Às 12h, alta de 0,87%, a R$ 3,4332

Às 13h20, alta de 0,79%, a R$ 3,4304

Às 15h, alta de 1,08%, a R$ 3,4404

Às 15h, alta de 1,08%, a R$ 3,4404

Às 16h03, alta de 0,87%, a R$ 3,4331

Pelo sétimo dia de negócios seguido, o Banco Central não anunciou qualquer intervenção no câmbio.

O mercado seguia atento ao cenário externo desfavorável e à crise política e econômica no Brasil. “O movimento de aversão ao risco permanece, mas o BC continua silencioso”, resumiu à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

A norte-americana novamente avançou em relação às principais moedas emergentes, com investidores preferindo a segurança do dólar. O movimento vinha menos de duas semanas antes do referendo que decidirá sobre a permanência da Grã-Bretanha na União Europeia e em linha com a queda dos preços do petróleo.

Operadores também mantinham cautelosos diante da instabilidade política no Brasil. A presidente afastada Dilma Rousseff defendeu a realização de uma consulta popular sobre a antecipação das eleições presidenciais de 2018 caso retorne ao Palácio do Planalto.

Sem interferência do Banco Central

O avanço do dólar tem sido limitado nos últimos dias pela falta de novas intervenções cambiais do BC, que não realiza leilões de swap reverso – que equivalem a compra futura de dólares – desde 18 de maio, mesmo com a moeda norte-americana recuando para seus menores níveis em quase um ano.

Até então, o BC vinha intervindo praticamente sempre que o dólar recuava abaixo de US$ 3,50, em uma estratégia interpretada por alguns operadores como uma tentativa de proteger as exportações do Brasil.

Fonte: G1

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