Dólar fecha em alta após novo adiamento da votação de vetos

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O novo adiamento da votação no Congresso de vetos presidenciais a projetos com grande impacto fiscal nas contas públicas azedou o humor dos investidores nesta quarta-feira (7) e fez o dólar, que chegou a cair mais de 1% na sessão, inverter a tendência e fechar em alta pela primeira vez em quatro dias.

Depois de ter recuado até 1,35% e tocado a mínima de R$ 3,789 na sessão, o dólar comercial —utilizado em transações de comércio exterior— inverteu a tendência e encerrou em alta de 0,93%, para R$ 3,877 na venda.

Já o dólar à vista, referência no mercado financeiro, não chegou a mudar de tendência porque fecha mais cedo (por volta de 14h30 de Brasília). Assim, teve baixa de 0,61%, para R$ 3,823 na venda.

No mercado de juros futuros, as taxas, que caíam de manhã, terminaram o dia em alta, acompanhando a virada do dólar comercial. O contrato de DI para janeiro de 2016 subiu de 14,373% para 14,400%, enquanto o DI de janeiro de 2021 foi a 15,470%, ante 15,200% na sessão anterior.

A Câmara dos Deputados não conseguiu assegurar a quantidade mínima de 257 deputados para iniciar a votação dos vetos, que era considerada pelo Planalto a primeira prova de fidelidade da base após a última reforma ministerial, que cedeu sete ministérios ao maior partido dos aliados, o PMDB, e contemplou outros, como o PDT.

“A reforma ministerial foi um sopro de esperança, mas não a solução do problema”, disse Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos. Segundo ele, mesmo com uma base aliada maior, o governo vai continuar com dificuldade para aprovar medidas importantes de ajuste fiscal, como a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

O mercado operou também na expectativa pelo julgamento das contas da gestão de Dilma Rousseff pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que teve início às 17h, após o término das negociações.

SETE GANHOS

No mercado de ações, o principal índice da Bolsa brasileira acompanhou o avanço dos mercados acionários dos Estados Unidos e registrou sua sétima alta consecutiva.

O Ibovespa subiu 2,47%, para 48.914 pontos. O volume financeiro ficou em torno de R$ 11 bilhões. Em Nova York, o indicador Dow Jones avançou 0,73%, enquanto o S&P 500 teve ganho de 0,80% e o Nasdaq de 0,90%.

“Os preços das commodities se recuperaram no mercado internacional e isso puxou para cima as ações de grandes produtores de matérias-primas no mundo inteiro”, disse Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora. “Esse bom humor externo é influenciado pela expectativa de subida dos juros nos EUA apenas em 2016, após recentes indicadores econômicos americanos terem vindo aquém do esperado.”

Uma alta dos juros nos Estados Unidos estimula a fuga de investimentos de países emergentes como o Brasil, que voltariam à economia americana, considerada de baixíssimo risco. Por isso a perspectiva de que o aumento da taxa de juros americana pode demorar mais a acontecer traz alívio aos mercados.

As ações preferenciais (mais negociadas e sem direito a voto) de Petrobras e Vale guiaram o avanço do Ibovespa na sessão. Esses papéis subiram 3,42% e 6,23%, respectivamente, para R$ 8,47 e R$ 15,85. As ordinárias, com direito a voto, ganharam 5,16% e 10,05%, para R$ 10,40 e R$ 20,15, nesta ordem.

Os bancos, setor com maior peso dentro do Ibovespa, também ajudaram a sustentar o avanço do índice. O Itaú teve valorização de 2,85%, enquanto o Bradesco subiu 3,59% e o Banco do Brasil mostrou alta de 8,47%. Já o Santander ganhou 8,82%.

Para Figueredo, os investidores no Brasil devem se manter de olho no cenário interno. “Há uma volatilidade muito intensa nas cotações e este movimento de melhora externa deve continuar beneficiando nossos mercados, a não ser que tenhamos alguma surpresa negativa no noticiário político. A Bolsa brasileira já sofreu muito e, neste cenário, pode estar pronta para ensaiar uma retomada”, disse.

Fonte: Folha de SP

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